“Que ele fique com a verdade dele e me deixe trabalhar por Maricá”, justificou Washington Quaquá ao POVO na manhã de segunda-feira (17), ao se referir à ausência na audiência pública do processo movido contra o vereador Ricardinho Netuno (PL).
O vereador Netuno, conhecido por suas críticas contundentes à administração municipal, foi denunciado recentemente pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por ataques à Justiça Eleitoral nas redes sociais. A 55ª Promotoria Eleitoral de Maricá propôs uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Ricardo Magalhães Garcia Gutierrez, acusando-o de abuso dos meios de comunicação e ataques à Justiça Eleitoral.
Sobre Quaquá, o vereador disse: “Quaquá me processou para me censurar, mas fugiu da audiência,” declarou Netuno em suas redes sociais. “Estranho, né? Sou o único político que ele processa.”
O não comparecimento de Quaquá à audiência pode resultar em consequências legais, incluindo o pagamento de honorários advocatícios. Esta situação levanta questões sobre as motivações por trás do processo e o uso do sistema judicial em disputas políticas.
Netuno argumenta que o processo é uma tentativa de silenciar suas críticas: “Luto pelo povo, pelo interesse coletivo, não por esquemas individuais. Não vão me calar! Seguimos firmes e fortes!”
O caso ganha relevância no cenário político local, pois toca em temas sensíveis como liberdade de expressão, responsabilidade política e o uso do judiciário em conflitos entre figuras públicas.
A ausência de Quaquá na audiência adiciona uma camada de complexidade ao caso, podendo influenciar não apenas o desfecho legal, mas também a percepção pública sobre a disputa.














