Quadrilha que extorquia comerciantes da Uruguaiana é alvo de operação

Policiais cumprem mandado de prisão

A quadrilha da Uruguaiana que extorquia donos de boxes no Mercado Popular, no Centro do Rio, é alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio (MPRJ) realizada na manhã desta quinta-feira (22). Até o momento, oito pessoas foram presas.

De acordo com informações do jornal O Dia, o grupo criminoso atuava exigindo o pagamento de taxas para que os comerciantes pudessem manter seus boxes funcionando. Eles alegavam que os valores seriam uma “contribuição associativa”, além de cobrar taxas sobre o consumo de energia elétrica.

Se os pagamentos não fossem realizados, os criminosos cortavam a energia dos boxes, deixando os comerciantes sem funcionamento, e só restabeleciam o serviço mediante pagamento de valores abusivos. Além disso, as cobranças eram acompanhadas de ameaças e violência, muitas vezes com o uso de armas de fogo para intimidar as vítimas.

As investigações também revelaram que os integrantes da quadrilha vendiam ilegalmente pontos dentro do Mercado Popular da Uruguaiana, que é um espaço público e só pode ser cedido com autorização da Prefeitura do Rio. Cada box era negociado de forma clandestina por valores entre R$ 60 mil e R$ 80 mil.

O grupo utilizava esquemas de lavagem de dinheiro para movimentar os recursos obtidos com as extorsões. Parte do dinheiro era repassada para contas de laranjas e também reinvestida na compra de novos boxes dentro do próprio camelódromo.

Durante a apuração, a Polícia Civil identificou a participação de um policial civil aposentado e de um policial penal no esquema criminoso. As ações são conduzidas por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e do Ministério Público do Rio.

Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão e nove de busca e apreensão. As diligências ocorrem no próprio Mercado Popular da Uruguaiana, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, e em municípios da Baixada Fluminense.

A operação busca desmontar toda a estrutura da organização criminosa, que há anos vinha prejudicando comerciantes locais com ameaças constantes, cobranças abusivas e práticas de intimidação que comprometiam diretamente a sobrevivência dos trabalhadores do local.

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