Quadrilha movimenta R$ 5 milhões com fraudes bancárias

Centenas de maquininhas de cartão foram encontradas

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8), uma operação contra um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, a quadrilha movimentou cerca de R$ 5 milhões em apenas um ano, utilizando técnicas de fraude eletrônica para acessar contas de vítimas e desviar recursos. A ação ocorre em bairros das Zonas Oeste e Norte do Rio de Janeiro.

Na casa de um dos investigados, localizada no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste, os agentes apreenderam centenas de maquininhas de cartão de crédito, diversos cartões bancários, joias, relógios de alto valor e um veículo elétrico. Além do Recreio, os mandados estão sendo cumpridos nos bairros de Pilares, Cavalcanti, Vaz Lobo e Sampaio, todos na Zona Norte.

Ao todo, a operação busca cumprir cinco mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A ofensiva é conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF no Rio de Janeiro, que iniciou as investigações no ano passado. Segundo os agentes, o esquema envolvia o uso de técnicas virtuais para enganar instituições financeiras e os próprios correntistas.

O modo de atuação da quadrilha consistia em obter informações pessoais das vítimas por meio de fraudes eletrônicas. Em seguida, os criminosos entravam em contato com os bancos ou com os próprios clientes, se passando por representantes das instituições, com o objetivo de habilitar um novo dispositivo (celular ou notebook) vinculado à conta bancária das vítimas.

Com acesso autorizado ao sistema, os integrantes do grupo realizavam transferências financeiras por meio de aplicativos e plataformas online, desviando os valores diretamente para contas controladas pela organização criminosa. Para dificultar o rastreamento, os envolvidos promoviam múltiplas movimentações e saques, com o intuito de ocultar a origem ilícita dos recursos.

A PF apurou que os valores obtidos com os crimes eram diluídos em contas bancárias diferentes, muitas vezes de laranjas ou empresas de fachada, o que caracteriza o crime de lavagem de dinheiro. O uso de maquininhas e equipamentos eletrônicos servia para simular operações comerciais e, assim, dar aparência legal aos valores movimentados.

A investigação também identificou que parte do dinheiro foi utilizado para aquisição de bens de alto valor, como veículos de luxo e relógios importados. O carro elétrico apreendido no Recreio seria um dos itens adquiridos com os recursos desviados.

Segundo a Polícia Federal, os suspeitos responderão por crimes de organização criminosa, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a até 26 anos de prisão.

A operação segue em andamento, e a PF não descarta novas prisões ou bloqueios de bens nos próximos dias. Os agentes continuam analisando os materiais apreendidos e rastreando as movimentações financeiras do grupo.

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