Pulgar pode pegar até 6 jogos de gancho por falta em Fla-Flu

O volante Erick Pulgar, do Flamengo, foi denunciado pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa da falta cometida sobre Rodrigo Castillo no clássico contra o Fluminense, disputado no último domingo (11/10) no Maracanã.

Risco de desfalque pesado no meio-campo do Flamengo

O lance aconteceu durante o clássico carioca e gerou forte revolta entre os torcedores tricolores. Na ocasião, o árbitro Rafael Klein puniu o volante chileno apenas com o cartão amarelo de campo. A cabine do VAR, sob responsabilidade de Daniel Nobre Bins, não sugeriu a revisão da jogada no monitor.

A Procuradoria do tribunal desportivo revisou os vídeos do confronto e decidiu apresentar denúncia formal contra o atleta rubro-negro. O órgão enquadrou o volante no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da prática de jogada violenta. Se os auditores aplicarem a punição máxima prevista, Pulgar terá de cumprir suspensão entre uma e seis partidas no restante da competição nacional.

A entrada atingiu em cheio a região do joelho de Rodrigo Castillo com a sola da chuteira. Imagens que circularam nas redes sociais logo após o término da partida mostraram as marcas das travas cravadas na perna do atacante tricolor, o que aumentou a pressão sobre a comissão de arbitragem e acelerou a denúncia no tribunal.

O que já se sabe sobre a data e as punições previstas

A sessão que vai analisar a conduta de Erick Pulgar foi confirmada pela secretaria do STJD para esta quinta-feira (15/10), na sede do tribunal, no Centro do Rio de Janeiro. Na mesma data, os auditores vão definir a pena aplicada ao jogador, caso entendam que houve excesso e força desproporcional na dividida.

Para o técnico e a torcida rubro-negra, a possibilidade de suspensão acende um alerta na escalação titular. O chileno é o principal marcador da contenção no meio-campo. Caso pegue uma pena média, o jogador ficará de fora de compromissos importantes nas rodadas decisivas.

A defesa jurídica do Flamengo informou que vai trabalhar para tentar desqualificar a gravidade da acusação. Os advogados do clube vão sustentar que o juiz de campo já avaliou o lance como lance para amarelo e que o impacto fez parte de uma disputa de bola comum de jogo.

Presidente do Fluminense também senta no banco dos réus

O jogador chileno não é o único envolvido a responder na Justiça Desportiva nesta quinta-feira. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, também acabou denunciado pela Procuradoria do tribunal após o apito final do clássico carioca.

Montenegro foi enquadrado no artigo 258 do CBJD, norma que pune condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva. A acusação se baseou nas declarações inflamadas dadas pelo dirigente aos repórteres na zona mista do estádio. Ele disparou críticas pesadas contra a atuação de Rafael Klein e cobrou a postura da equipe responsável pelo árbitro de vídeo.

Nas entrevistas, o presidente chamou a atuação da arbitragem de inaceitável e apontou a falta de rigor na falta cometida sobre Castillo. Ele também cobrou dois pênaltis não marcados a favor do tricolor. Pelas regras do tribunal, um dirigente considerado culpado nesse artigo pode ser afastado do futebol por um período de 15 a 180 dias de suspensão.

Como fica a rotina dos clubes para o julgamento

Os dois clubes mobilizam suas equipes de advogados para acompanhar a sessão plenária na Rua da Ajuda, no Centro do Rio de Janeiro. Pelo lado das Laranjeiras, os defensores vão reunir os relatórios médicos e fotos do joelho de Castillo para tentar demonstrar a violência do golpe.

Já os advogados do presidente tricolor pretendem argumentar que as declarações fortes foram motivadas pelo calor do momento logo após um resultado adverso. Eles esperam apenas uma advertência em vez de um afastamento formal de suas funções diárias.

O resultado do julgamento entra em vigor de forma imediata na tabela do torneio assim que o acórdão for lido pelos auditores da comissão disciplinar. Qualquer das partes ainda poderá entrar com efeito suspensivo caso decida recorrer para o Pleno, a última instância do tribunal esportivo brasileiro.

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