A criação da Guarda Armada foi aprovada pela Câmara Municipal do Rio nesta terça-feira (3), em primeira votação. O Projeto de Lei Complementar que institui a Força de Segurança Armada foi aprovado com 33 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção. Agora, o texto segue para análise nas comissões da Casa, onde os vereadores poderão sugerir mudanças antes da segunda votação, que será definitiva.
O presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), que liderou a articulação para a aprovação, destacou a importância do debate contínuo. “A gente tem escutado muita gente — especialistas, moradores, servidores — e agora vamos analisar com calma essas emendas, sempre buscando o diálogo e o bom senso. O que todo mundo quer é uma Guarda Municipal mais preparada, com regras claras, pra poder ajudar de verdade a população”, afirmou. Segundo ele, mesmo sendo a segurança pública uma atribuição estadual, o município não pode se omitir.
Com galerias lotadas por guardas municipais, a votação foi realizada em sessão extraordinária, após discussões que se estenderam ao longo da tarde. A proposta havia sido retirada de pauta no último dia 22 de maio após uma emenda apresentada pelo vereador Paulo Messina (PL), que buscava impedir a contratação de agentes temporários. No entanto, após pareceres das comissões de Trabalho e de Segurança, emitidos nesta segunda-feira (2), o projeto voltou à pauta.
Para garantir maioria no plenário, o prefeito Eduardo Paes (PSD) exonerou temporariamente os secretários Tainá de Paula (PT), Marcio Santos (PV) e Felipe Michel (PP), todos vereadores licenciados, para que pudessem participar da votação.
A emenda de Messina acabou rejeitada. O vereador criticou duramente a aprovação do projeto, alegando riscos à natureza pública da instituição. “O que se está votando hoje é o fim da guarda municipal como instituição pública e a criação de uma milícia armada. Não se iludam”, declarou.
A próxima fase será decisiva. Após avaliação das emendas pelas comissões, o texto voltará ao plenário para segunda e última votação. Se aprovado novamente, a Guarda Armada será oficialmente criada, marcando uma mudança significativa na política de segurança da cidade.














