Os profissionais da rede municipal de ensino de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, aprovaram a possibilidade de uma paralisação de 48 horas para os dias 23 e 24 de setembro. A decisão final depende de um acordo com a prefeitura em reunião marcada para o dia 15.
A categoria cobra o cumprimento do Piso Nacional do Magistério, reajuste salarial e o aumento no valor do vale-alimentação. O movimento é liderado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe Petrópolis), que reuniu cerca de 1,5 mil pessoas em uma caminhada no Centro da cidade na última quinta-feira para pressionar o município.
Negociação com a Secretaria de Fazenda decide rumo das aulas
A paralisação anunciada para a segunda metade de setembro só não acontecerá se a prefeitura apresentar uma proposta orçamentária viável. Após o protesto nas ruas, uma comissão do Sepe se reuniu com representantes do governo municipal. O encontro decisivo ficou agendado para terça-feira com o secretário de Fazenda, Juarez Borges, que deve expor os cálculos de impacto financeiro.
Caso os valores apresentados não agradem à categoria ou a prefeitura informe que não há margem no orçamento para atender aos pedidos, a promessa é de cruzar os braços por dois dias seguidos. Isso afetará milhares de alunos matriculados nas escolas e creches municipais de Petrópolis.
Como fica a rotina das famílias nos próximos dias
Até a reunião do dia 15 de setembro, o funcionamento de todas as unidades escolares municipais segue normal. Pais e responsáveis devem acompanhar as informações passadas pela direção de cada escola no início da próxima semana para saber se haverá alteração no calendário de aulas nos dias 23 e 24.
Se a greve de 48 horas for confirmada em assembleia após a reunião de terça-feira, o atendimento em creches e o ensino fundamental serão impactados. A recomendação do sindicato e das associações de pais é buscar confirmação direto no portão da unidade antes de enviar as crianças nos dias indicados.
O que a categoria reivindica do poder público
Os educadores exigem que o município reajuste os vencimentos de acordo com o Piso Nacional do Magistério, estabelecido por lei federal, mas que enfrenta resistência em diversos municípios para aplicação imediata. Além do piso, os profissionais cobram a defasagem salarial acumulada nos últimos anos e a ampliação do vale-alimentação, considerado insuficiente pela categoria para cobrir os custos atuais da cesta básica.
A prefeitura foi procurada para se posicionar sobre o impacto orçamentário das reivindicações e sobre o plano de contingência para evitar a interrupção das aulas, mas até o momento não enviou resposta oficial aos questionamentos.
Como fica a região em caso de paralisação
Se confirmada a paralisação de 48 horas, o trânsito no Centro de Petrópolis também pode sofrer novos impactos devido a passeatas da categoria, repetindo o cenário do protesto recente. As linhas de ônibus que cortam o centro da cidade e chegam aos bairros mais afastados operam normalmente, mas o fluxo de passageiros nos horários de pico escolar pode mudar.
A orientação para quem utiliza o transporte público no município é planejar viagens com antecedência caso novos atos públicos sejam confirmados pelo sindicato no Centro Histórico ao longo dos dias de mobilização.
Quem responde pelo atendimento ao leitor e denúncias
Para obter informações sobre o funcionamento das creches e escolas da rede municipal de Petrópolis, os responsáveis podem entrar em contato direto com a Secretaria Municipal de Educação pelo telefone de atendimento ao público ou comparecer à sede do órgão, na Avenida Koeler. Reclamações sobre a falta de atendimento essencial em creches podem ser registradas na Ouvidoria Geral do Município.
Dúvidas sobre o calendário de mobilização da categoria e assembleias podem ser consultadas diretamente no portal oficial do Sepe Petrópolis ou nas redes sociais do sindicato regional, que atualiza diariamente a situação das negociações com a Secretaria de Fazenda.
Foto: O Dia















