Professora presa por agredir filho é demitida após vídeo mostrar violência com cinto

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A professora presa por agredir filho foi identificada como Nicole Staples, eleita “Professora do Ano” em uma instituição do Alabama, nos Estados Unidos. Ela foi detida após um vídeo registrar o momento em que atingiu repetidamente o filho de 12 anos com um cinto dentro da residência da família, na cidade de Mobile. Segundo as autoridades, a agressão aconteceu mais de 20 vezes enquanto o menino gritava e chorava.

As imagens foram enviadas ao filho mais velho de Nicole, Jackson Staples, de 24 anos, que recebeu o vídeo sem que houvesse identificação de quem o gravou. Além dos dois, a mulher é mãe de outros dois filhos. Após receber a gravação, Jackson decidiu encaminhar o material para a Cottage Hill Christian Academy, escola onde a mãe trabalhava. A instituição desligou imediatamente a professora e repassou o conteúdo à polícia local, que efetuou a prisão na última quarta-feira (19).

Durante a agressão, Nicole aparece gritando com o menino. Em determinado momento, ela afirma: “Você não está nem um pouco arrependido! Porque se você estivesse realmente arrependido, você não daria trabalho extra para todo mundo nessa casa”. O vídeo foi determinante para a abertura do processo criminal.

Em entrevista à emissora Fox10, Jackson relatou que, além do irmão mais novo, também sofreu violência doméstica ao longo da vida. “Eu não achava que ela deveria estar trabalhando na escola ou mesmo fazendo isso com meus irmãos mais novos”, declarou. Ele acrescentou que decidiu agir ao perceber que a situação ultrapassava qualquer limite de punição aceitável.

O xerife do condado de Mobile, Paul Burch, classificou o conteúdo como grave. “Isso ultrapassou em muito qualquer forma de punição”, afirmou ao canal de televisão. Nicole Staples pagou uma fiança de US$ 7.500 — equivalente a cerca de R$ 40,3 mil — e foi liberada ainda na noite da prisão.

Segundo Jackson, os três irmãos mais novos estão hospedados na casa de um parente enquanto o caso segue em investigação pelas autoridades americanas.

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