Produtos proibidos pela Anvisa incluem suplementos alimentares e até fórmula infantil, após a agência identificar irregularidades como origem desconhecida, propaganda indevida e presença de substâncias não autorizadas.
A decisão determina a apreensão, suspensão da comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso dos itens listados. Entre as empresas citadas estão Nestlé, Cycles Nutrition, Mushin, Organza, P2 Brasil, Slok e Deluxe.
No caso da Nestlé, o produto Alfamino 400 foi alvo da medida por apresentar níveis de selênio e iodo acima dos limites permitidos pela legislação sanitária para fórmulas infantis destinadas a lactentes e crianças de primeira infância. Lotes específicos foram incluídos na determinação.
A marca Cycles Nutrition teve todos os suplementos das linhas Recover, Shot Ritual e Relax Ritual suspensos por conter extratos vegetais sem avaliação prévia de segurança para uso na categoria de alimentos.
Já a Mushin teve os produtos Fantastic Oat, em diferentes sabores, suspensos por utilizar ingredientes não avaliados quanto à segurança e por fazer alegações não comprovadas em publicidade, como redução do colesterol e controle de açúcar no sangue.
A Organza teve todos os seus suplementos alimentares suspensos devido à ausência de estudos de estabilidade, falhas no controle de qualidade e presença de constituintes não autorizados.
O suplemento Insufree, da P2 Brasil, também foi proibido por ter origem considerada desconhecida e por apresentar alegações terapêuticas e funcionais não aprovadas na rotulagem.
A Slok teve três produtos suspensos por falta de regularização sanitária e ausência de estudos de estabilidade. Já a Deluxe teve diversos suplementos proibidos por origem desconhecida, relatos de efeitos adversos — como taquicardia e falta de ar — e alegações de emagrecimento não autorizadas.
As empresas citadas podem apresentar manifestação junto ao órgão regulador. A orientação aos consumidores é verificar os lotes e evitar o uso dos produtos listados até novos esclarecimentos.
A decisão reacende o alerta sobre a importância de conferir registro e procedência antes de consumir alimentos e suplementos disponíveis no mercado.














