Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como Diaba Loira, acumulou passagens pela polícia antes de ser encontrada morta na última quinta-feira no Rio de Janeiro. Natural de Santa Catarina, ela foi presa duas vezes por tráfico de drogas, usando o Instagram e o status do WhatsApp para divulgar entorpecentes.
A primeira prisão ocorreu em maio de 2023, quando se envolveu em um acidente de trânsito e policiais encontraram sete gramas de cocaína em seu carro. Investigações apontaram que ela realizava tele-entregas de maconha e cocaína, armazenando as drogas em casa e entregando pessoalmente aos clientes. Prints de conversas e anúncios nas redes sociais foram apresentados como prova.
Em janeiro de 2024, voltou a ser presa, desta vez com um comparsa e portando arma de fogo. Segundo a polícia, eles estavam a caminho da execução de um rival, confirmando sua ligação com uma facção criminosa catarinense que também atuava em Florianópolis.
Antes de entrar para o crime, Eweline trabalhou como cobradora interna e alfaiate, além de ter uma pequena empresa de promoção de vendas registrada em Tubarão. Sua vida também foi marcada por violência: em 2022, sobreviveu a uma tentativa de feminicídio, após levar uma facada no pulmão desferida pelo ex-companheiro, que foi posteriormente absolvido pelo júri.
Mesmo após receber liberdade provisória com tornozeleira eletrônica, Diaba Loira descumpriu as medidas judiciais nas duas prisões e fugiu para o Rio de Janeiro, onde se aproximou de facções locais. A polícia investiga sua morte, ocorrida após uma suposta troca de aliança criminosa.














