Priscila Torquato foi condenada a 53 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Macaé, no Norte Fluminense, pelo assassinato de Pâmela Ferreira Andrade Martins, de 22 anos e grávida de oito meses, além da morte do bebê. O crime aconteceu em 2021, na comunidade Nova Holanda, e chocou a cidade pela brutalidade e premeditação.
Segundo a denúncia, Priscila atacou Pâmela com uma faca e retirou o bebê enquanto a vítima ainda estava viva. A criança chegou a ser levada pela criminosa a um hospital, mas não resistiu. Para tentar justificar a situação, ela disse aos médicos que teria dado à luz em casa, versão desmentida pelas investigações.
O Ministério Público destacou que o crime foi planejado com antecedência e tinha como objetivo fazer crer que o bebê era filho da acusada, apontando “extrema frieza e maldade” em sua conduta.
Na sentença, o juiz Victor Vasconcellos de Mattos ressaltou as consequências devastadoras para a família. O filho mais velho da vítima, com apenas dois anos na época, presenciou o crime e até hoje enfrenta dificuldades de comunicação, necessitando de acompanhamento psicológico e fonoaudiológico. O pai de Pâmela também sofreu com a tragédia, chegando a tentar suicídio em mais de uma ocasião.
A condenação foi recebida com forte comoção por familiares e moradores da região, que acompanharam o julgamento e pediam justiça desde o início do processo.














