Prisão na Vila Kennedy captura homem foragido desde 2018

Prisão na Vila Kennedy

Uma ação da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira (9) resultou na prisão na Vila Kennedy de Paulo Eduardo de Freitas, foragido desde 2018 e conhecido no submundo do crime como “Terror dos Taxistas”. Segundo as investigações, ele era responsável por uma série de roubos de táxis nas zonas Oeste e Norte do Rio de Janeiro e já era alvo das autoridades há pelo menos seis anos.

A captura de Paulo ocorreu durante mais uma fase da Operação Torniquete, uma iniciativa que tem como foco o combate a assaltos, furtos e receptações de cargas e veículos. Esses crimes, de acordo com a Polícia Civil, estão diretamente ligados ao financiamento de facções criminosas que atuam em diversas regiões da capital fluminense.

O acusado foi localizado em um esconderijo na Vila Kennedy, bairro da Zona Oeste do Rio, após trabalhos de inteligência conduzidos pela 39ª DP (Bangu). Ele não ofereceu resistência no momento da abordagem e foi conduzido diretamente à sede da delegacia responsável pela operação. Posteriormente, Paulo Eduardo foi transferido para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), onde ficará à disposição da Justiça.

A trajetória criminosa de Paulo Eduardo inclui registros desde o início dos anos 2010, mas ganhou notoriedade a partir de 2016, quando passou a aplicar uma série de roubos contra taxistas. O modo de atuação chamava atenção: ele se passava por passageiro comum, solicitava a corrida e, em determinado ponto do trajeto, anunciava o assalto. Em alguns casos, levava o carro, objetos pessoais do motorista e o próprio aparelho de rádio do táxi.

De acordo com agentes da 39ª DP, o criminoso chegou a cometer mais de uma dezena de crimes com o mesmo padrão antes de desaparecer, dificultando sua localização por anos. A alcunha de “Terror dos Taxistas” foi dada pelos próprios motoristas da categoria, que relataram situações de medo e insegurança nas regiões onde ele costumava agir.

A Operação Torniquete, sob a qual a prisão foi realizada, é parte de uma estratégia mais ampla da Polícia Civil voltada à contenção do avanço de crimes patrimoniais utilizados para abastecer o crime organizado. A escolha do nome “torniquete” remete a uma forma de contenção emergencial, simbolizando o bloqueio das fontes de financiamento das facções.

Com a prisão de Paulo, as autoridades acreditam que outros integrantes da rede de crimes patrimoniais possam ser identificados, incluindo receptadores de veículos e objetos furtados. As investigações agora seguem para rastrear os eventuais vínculos do acusado com quadrilhas que atuam especificamente com clonagem e revenda de carros roubados.

O delegado responsável pela operação, que não teve o nome divulgado, informou que novas diligências estão previstas para os próximos dias em outras regiões da Zona Oeste. A expectativa é que a operação continue ampliando o cerco a indivíduos com mandados de prisão em aberto.

A prisão também repercutiu entre taxistas das regiões afetadas, que passaram anos convivendo com o receio de serem surpreendidos durante o trabalho. O retorno de Paulo ao sistema prisional é visto por muitos como um passo importante para a sensação de segurança na categoria.

Com mais essa prisão na Vila Kennedy, a Polícia Civil reforça seu compromisso em capturar foragidos perigosos e enfraquecer a estrutura criminosa por trás de delitos considerados “menores”, mas que sustentam atividades de maior escala.

Limpatech