A prisão do goleiro Bruno foi decretada novamente pela Justiça do Rio de Janeiro após o ex-jogador descumprir regras estabelecidas no livramento condicional que havia recebido recentemente. A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais do estado e determinou a expedição de mandado de prisão para que ele volte a cumprir pena em regime semiaberto.
Bruno Fernandes, atualmente com 41 anos, foi condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, ocorrido em 2010. O livramento condicional havia sido concedido no início de fevereiro, mas acabou sendo revogado poucos dias depois.
Segundo a decisão judicial, o ex-goleiro violou uma das condições impostas pela Justiça ao deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização prévia. O deslocamento ocorreu em 15 de fevereiro, quando ele viajou para o Acre.
Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega afirmou que a atitude demonstrou desrespeito às determinações judiciais.
“As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido. Apenas quatro dias após a efetivação do livramento condicional, o apenado foi para o estado do Acre sem a prévia autorização deste Juízo, em violação às determinações contidas na decisão que concedeu o benefício”, destacou o magistrado.
Outro ponto considerado no processo foi a exposição pública do ex-jogador nas redes sociais. Bruno publicou imagens de uma visita ao estádio do Maracanã no fim de janeiro, celebrando seu retorno ao local.
Entre as regras impostas para o livramento condicional estava o recolhimento obrigatório no período noturno, condição que também foi analisada durante a avaliação do cumprimento das medidas judiciais.
O Ministério Público do Rio já havia solicitado à Justiça o retorno do ex-atleta ao regime fechado após apontar irregularidades no cumprimento das exigências. A decisão final, no entanto, foi pela revogação do livramento condicional e retorno ao regime semiaberto.
Nesse modelo de cumprimento de pena, o detento pode receber autorização judicial para trabalhar fora durante o dia, mas precisa permanecer recolhido em uma unidade prisional durante a noite e nos horários determinados pela Justiça.
A prisão do goleiro Bruno reacende a repercussão de um dos casos criminais mais conhecidos do país, relacionado ao desaparecimento e morte da modelo Eliza Samudio.
Segundo a denúncia apresentada à época, o crime teria sido planejado após disputas envolvendo o reconhecimento do filho da modelo com o ex-jogador. Bruno foi acusado de participar do plano ao lado de Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, e Marcos Aparecido dos Santos, chamado de Bola, apontado como executor.
O corpo de Eliza Samudio nunca foi encontrado. Em 2013, a Justiça emitiu a certidão de óbito da modelo, indicando como causa da morte asfixia mecânica com emprego de violência.
Bruno permaneceu preso em regime fechado por cerca de sete anos, desde a detenção em 2010 até obter liberdade em 2017, após decisões judiciais relacionadas ao andamento do processo.














