Prisão de ativista brasileiro em Israel leva Lula a cobrar libertação imediata

O ativista brasileiro Thiago Ávila

Prisão de ativista brasileiro em Israel levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cobrar a libertação imediata de Thiago Ávila, detido após participar de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza. A declaração foi feita nesta terça-feira (5), após a Justiça israelense decidir prolongar a prisão até o próximo domingo.

O brasileiro foi preso junto com o ativista Saif Abu Keshek após a embarcação em que estavam ser interceptada em alto-mar. As autoridades de Israel acusam os dois de ligação com o Hamas, o que é negado pelos envolvidos. Os governos do Brasil e da Espanha passaram a exigir a libertação imediata dos ativistas.

Em publicação nas redes sociais, Lula criticou a decisão. Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos, afirmou.

O presidente também destacou que a interceptação da flotilha em águas internacionais levanta questionamentos sobre o cumprimento do direito internacional. Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos, completou.

A decisão de manter a detenção foi tomada por um tribunal na cidade de Ashkelon, localizada a cerca de 60 quilômetros de Tel Aviv. Esta foi a segunda audiência envolvendo os ativistas desde que foram levados ao país.

Segundo relatos de um jornalista da AFP que acompanhou o caso, os dois chegaram ao tribunal com os pés algemados. A prisão foi prorrogada até a manhã de domingo, conforme informado por Miriam Azem, coordenadora internacional da ONG israelense Adalah.

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram detidos na semana anterior, nas proximidades da Grécia, enquanto participavam de uma mobilização internacional que buscava romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária à região.

Desde então, a ONG responsável pelo acompanhamento do caso afirma ter tido acesso aos ativistas e denunciou possíveis maus-tratos durante o período de detenção. As acusações, no entanto, foram negadas pelas autoridades israelenses.

O episódio amplia a pressão diplomática sobre o caso e coloca o governo brasileiro em atuação direta para tentar garantir a liberação do cidadão, em meio a um cenário internacional sensível e de grande repercussão.

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