A primeira fase das obras de urbanização do Jardim Maravilha, na Zona Oeste, foi concluída. Com um investimento de R$ 50,9 milhões, as intervenções incluíram a implantação de infraestrutura de drenagem, redes de esgoto e abastecimento de água, além da pavimentação e da construção de calçadas acessíveis em 27 ruas da região. O objetivo é melhorar a infraestrutura do bairro, que historicamente sofre com alagamentos. As obras foram entregues no sábado pela Prefeitura do Rio, por meio da Fundação Rio-Águas.
Para reduzir o impacto das chuvas, foram construídos 5,3 km de galerias de drenagem, 10,6 km de rede de esgoto, 12,4 km de rede de água, 49,8 mil metros quadrados de pavimentação e 27,9 mil metros quadrados de passagens para pedestres. Além disso, uma área de lazer foi implantada na Avenida Barão de Cocais, com um parquinho para crianças.
“O trabalho realizado trouxe melhorias significativas. Parte dos moradores já poderá dormir tranquila, e isso é motivo de celebração. Nossa prioridade foi garantir uma infraestrutura eficiente para um local historicamente afetado por enchentes. Para resolver definitivamente o problema, estamos adotando uma solução inovadora inspirada nos diques da Holanda, criando uma barreira que protege a região”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.
Próxima fase tem projeto inspirado em iniciativas holandesas
A próxima etapa das obras prevê a adoção de soluções sustentáveis para evitar alagamentos na região. Segundo a Prefeitura do Rio, o projeto foi inspirado em iniciativas holandesas de contenção de cheias e recebeu R$ 340 milhões do Governo Federal, via Novo PAC. O contrato de repasse já foi assinado, e os projetos passarão por análise técnica da Caixa Econômica Federal antes da licitação.
Entre as intervenções planejadas, está a construção de um dique de 3,4 km ao redor do Rio Cabuçu-Piraquê, com altura de até 2,5 metros, funcionando como uma grande barragem. Além disso, serão criados reservatórios abertos e um parque fluvial de 460 mil metros quadrados, que formarão uma grande área verde e inundável em períodos de chuva.
Os reservatórios poderão armazenar cerca de 225 milhões de litros de água, o equivalente a 12 piscinões semelhantes ao da Praça da Bandeira. Essas estruturas, integradas ao dique e aos canais de drenagem, ajudarão a conter as cheias e devem beneficiar cerca de 30 mil moradores do Jardim Maravilha, segundo a Prefeitura do Rio.
“Essas intervenções são essenciais para o bairro. A população sofre muito com enchentes, perde seus pertences e tem seu direito de ir e vir comprometido. Essa primeira fase minimiza os transtornos, mas aguardamos a segunda etapa para uma solução definitiva”, destacou o vereador Carlos Caiado.














