Foi preso nesta quinta-feira (8) João Victor Rodrigues Teixeira, de 23 anos, conhecido como Piloto, suspeito de envolvimento no assassinato de um funcionário de concessionária durante uma tentativa de assalto em São Gonçalo. O crime aconteceu em outubro do ano passado, na altura do bairro Nova Grécia, na RJ-104, e chocou moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
João Victor foi localizado por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) no bairro Vila Lage, também em São Gonçalo. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva por latrocínio — roubo seguido de morte.
A vítima, Wagner dos Santos Palmeira, de 34 anos, trabalhava em uma concessionária e acompanhava um cliente em um test-drive no momento do crime. De acordo com testemunhas, os criminosos anunciaram o assalto e em seguida dispararam contra Wagner, que foi atingido no tórax. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe médica, mas não resistiu aos ferimentos.
A pessoa que estava no carro com Wagner conseguiu sair do veículo sem se ferir. Os bandidos fugiram com o automóvel roubado, que foi encontrado posteriormente incendiado na Avenida Paiva, ainda em São Gonçalo.
Além de João Victor, a polícia já havia prendido outros dois envolvidos na ação criminosa: Pedro Henrique Luz Pachu e Luiz Felipe Braga Costa. Ambos respondem pelo mesmo crime e tiveram participação confirmada nas investigações conduzidas pela DHNSG.
A prisão de Piloto representa mais um avanço no esclarecimento de um crime que causou grande comoção entre colegas de trabalho e moradores da região. Wagner era considerado um profissional dedicado e querido no ambiente da concessionária. Sua morte repentina e violenta deixou familiares e amigos em luto profundo.
A Delegacia de Homicídios segue investigando os detalhes da ação, mas acredita que com a prisão dos três suspeitos o caso esteja próximo de ser totalmente elucidado. O trio deve responder por latrocínio, cuja pena pode ultrapassar 30 anos de reclusão.
A operação reforça o trabalho da Polícia Civil no combate à criminalidade em áreas com alto índice de violência, especialmente em crimes contra trabalhadores e cidadãos comuns. A expectativa é de que os suspeitos permaneçam presos até o julgamento.














