O presidente da CBF, Samir Xaud, se pronunciou nesta segunda-feira (10) após a repercussão das declarações dos ex-técnicos Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira, que demonstraram incômodo com a presença de treinadores estrangeiros no futebol brasileiro. As falas ocorreram durante um evento na sede da CBF, onde os dois dividiram o palco com o técnico da Seleção Brasileira, o italiano Carlo Ancelotti.
Durante o encontro, os comentários dos brasileiros deixaram o treinador visivelmente constrangido, e o momento viralizou nas redes sociais, gerando críticas à postura dos ex-comandantes. Diante da repercussão, Samir Xaud afirmou ter conversado pessoalmente com Ancelotti e garantiu que o técnico da Seleção não se sentiu ofendido nem abalado pela situação.
— Conversei, ele está tranquilo, se manteve tranquilo, não afetou o Ancelotti. O que eu quero deixar claro aqui é que a gente não vai permitir qualquer tipo de xenofobia, discriminação por conta de nacionalidade — declarou o dirigente, antes de abrir o Grupo de Trabalho da Arbitragem, evento que reuniu dirigentes de clubes e federações na sede da CBF.
A fala de Xaud reforça a posição da Confederação Brasileira de Futebol em defesa da diversidade e da valorização de profissionais estrangeiros que atuam no país. A entidade tem adotado uma postura de diálogo e integração entre técnicos brasileiros e internacionais, em meio ao debate sobre a influência estrangeira no futebol nacional.
Com a chegada de Ancelotti, a CBF busca modernizar o estilo de jogo da Seleção e incorporar metodologias consagradas no cenário europeu. O presidente destacou ainda que o objetivo é fortalecer o intercâmbio técnico e promover o respeito entre diferentes escolas de futebol. “O futebol é universal, e o aprendizado é mútuo. O Brasil sempre foi e continuará sendo uma referência global”, concluiu Xaud.














