Presença feminina nas arquibancadas é destaque em homenagem na Alerj

Presença feminina nas arquibancadas

A presença feminina nas arquibancadas foi o centro de uma homenagem realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que reuniu torcedoras de diversos clubes para reconhecer a atuação das mulheres no universo do futebol.

A cerimônia aconteceu no plenário da Casa e integrou a programação do mês das mulheres. Ao todo, 25 torcedoras foram homenageadas com Moções de Aplausos, representando diferentes equipes do estado.

A iniciativa partiu da deputada Zeidan, que destacou a importância de ampliar a visibilidade feminina em espaços historicamente dominados por homens, como as arquibancadas e torcidas organizadas.

O evento contou com a participação de representantes de clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Madureira, Bangu e Maricá, além de instituições públicas e movimentos sociais.

Entre os presentes estavam integrantes da Secretaria de Estado da Mulher, do Observatório do Futebol da Uerj, da Associação Nacional das Torcidas Organizadas e do Movimento Feminino de Arquibancada.

Durante a cerimônia, foram debatidas propostas para fortalecer a presença feminina no ambiente esportivo, incluindo ações voltadas à segurança e ao respeito dentro dos estádios.

“Sabemos o quanto ainda é difícil ser mulher na arquibancada. Por isso essa homenagem é tão relevante. Acompanhamos as discussões em defesa das torcidas organizadas, do respeito no estádio e vamos solicitar mais avanços, como a criação da cartilha ‘O que é ser mulher na arquibancada’, além da inclusão dos dados de violência contra as mulheres nos relatórios do Observatório do Feminicídio. Trabalhos que devem ser elaborados pelas entidades, torcedoras, formando um grupo de trabalho”, afirmou a deputada em discurso.

Representantes das torcidas também ressaltaram a importância do reconhecimento institucional e da valorização das mulheres no futebol.

“Estamos orgulhosas de ver essa Casa cheia de mulheres com as suas fardas, a forma como chamamos as camisas de torcida organizada. Por muitos anos, fomos proibidas de usar essas camisas. A torcida organizada não é só o que mostram de errado. Somos a parte social, a alegria de ver o seu time do coração, comemorar o gol. Minha avó me apresentou o Flamengo, minha tia me levou para o estádio. Vamos defender o respeito às mulheres no estádio, ocupando o seu espaço”, declarou Carolina Félix.

A presença feminina nas arquibancadas também tem raízes históricas. Um dos marcos é a trajetória de Dulce Rosalina, que em 1956 se tornou a primeira mulher a liderar uma torcida organizada no Brasil, à frente da torcida do Vasco.

Durante o evento, a Alerj também prestou uma homenagem póstuma à sua contribuição para a cultura das torcidas, com a presença de representantes ligadas ao clube.

A iniciativa reforça o papel das mulheres no futebol e amplia o debate sobre inclusão, respeito e igualdade nos espaços esportivos.

E enquanto as arquibancadas ganham novas vozes, a presença feminina segue transformando o cenário do futebol dentro e fora dos estádios.

Limpatech