A Prefeitura do Rio vai apagar o mural na Lapa que faz referência a Pablo Carlos Rodrigues Quintanilha, conhecido como PB, filho do traficante Wilton Carlos Quintanilha, o Abelha, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (18) pelo prefeito Eduardo Paes.
O mural na Lapa fica localizado ao lado da escadaria Selarón, um dos pontos turísticos mais visitados do Rio de Janeiro e de grande circulação de moradores e turistas. A pintura havia sido refeita há cerca de dois anos, após o muro passar por manutenção.
Pablo Quintanilha morreu em 2019 durante um confronto com a polícia. A presença do mural em um ponto simbólico da cidade vinha chamando atenção, principalmente por sua ligação com figuras associadas ao tráfico de drogas.
A decisão da prefeitura ocorre um dia após uma operação conjunta das polícias Civil e Militar na região. A ação teve como foco combater um esquema de venda de drogas ligado ao Comando Vermelho, que atua na Lapa e em outras áreas do Centro do Rio.
As investigações apontaram a existência de uma estrutura organizada de tráfico, com atuação em diferentes pontos do bairro, incluindo locais próximos a áreas turísticas. A operação reforçou a preocupação das autoridades com o avanço do crime na região.
A remoção do mural também levanta discussões sobre o uso do espaço público e os limites entre manifestações culturais e referências a figuras ligadas à criminalidade. A medida busca evitar a associação de pontos turísticos com homenagens a integrantes do tráfico.
A expectativa é que o apagamento da pintura ocorra nos próximos dias, como parte das ações de reorganização urbana e reforço da presença do poder público na região.
Enquanto isso, a movimentação na Lapa segue sob atenção das autoridades, que intensificam operações e monitoramento diante do cenário recente.
E a retirada do mural na Lapa pode ser apenas o começo de novas ações no bairro, que volta ao centro do debate sobre segurança e ocupação urbana no Rio.














