A Prefeitura do Rio intensifica vistorias contra intoxicação por metanol em bares, restaurantes, supermercados, casas de show e quiosques que vendem bebidas alcoólicas na cidade. A operação, conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), busca prevenir possíveis casos envolvendo a substância altamente tóxica, já responsável por internações e mortes em outros estados. Até esta quinta-feira, foram registrados 43 casos suspeitos no país — 39 em São Paulo e quatro em Pernambuco — com seis óbitos confirmados.
No primeiro dia de fiscalização, 20 equipes percorreram pontos de venda em bairros como Barra da Tijuca, Leblon, Gávea, Botafogo, Copacabana, Ipanema e Tijuca. Ao todo, 61 estabelecimentos foram inspecionados, sendo três interditados por falta de higiene. Produtos com rotulagem inadequada foram inutilizados e amostras recolhidas para análise laboratorial. Até o momento, não há casos notificados de intoxicação por metanol no município do Rio.
Essa situação com o metanol é gravíssima. Por isso, estamos iniciando uma fiscalização muito rigorosa nos pontos de venda de bebidas da cidade. Também já orientamos as unidades de saúde, públicas e privadas, para que estejam preparadas para notificar e tratar rapidamente qualquer caso suspeito. A mensagem é clara: não haverá tolerância em casos de adulteração das bebidas e presença de metanol — afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, em depoimento ao jornal O Dia.
A operação é realizada pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio), em parceria com o Procon Carioca. As inspeções verificam notas fiscais, a procedência das bebidas — principalmente destilados — e coletam amostras para análise em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A SMS também emitiu alerta à rede pública e privada de saúde para que qualquer caso de intoxicação seja prontamente comunicado.
Veja os principais sinais de bebidas adulteradas:
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Tampa: lacres borrados, imperfeitos ou com vazamento; destilados devem ter selo do IPI em papel-moeda no topo.
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Nível do líquido: garrafas do mesmo rótulo devem apresentar enchimento uniforme; resíduos não são normais em destilados.
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Rótulo: não pode ter erros de grafia e deve conter registro no Ministério da Agricultura.
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Garrafa: embalagens com arranhões ou sinais de reutilização são indícios de adulteração.
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Preço: valores muito abaixo da média podem indicar risco; compre de fornecedores de confiança.
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Aparência: cor desbotada, tampa amassada ou líquido turvo são sinais de alerta.
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Local de compra: priorize estabelecimentos com boa reputação e procedência garantida.














