Prédios históricos no Centro do Rio são cercados antes do Carnaval

Prédios históricos no Centro do Rio são cercados antes do Carnaval

Prédios históricos no Centro do Rio começaram a ser cercados por grades e tapumes às vésperas do Carnaval. A medida preventiva busca proteger imóveis públicos e monumentos contra possíveis atos de vandalismo durante os dias de folia.

Segundo a organização responsável pela infraestrutura do carnaval de rua, mais de 40 imóveis e cerca de 700 canteiros receberam estruturas de proteção em diferentes pontos da cidade. A concentração das intervenções é maior na região central, onde desfilam alguns dos blocos mais numerosos.

Entre os locais protegidos estão o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a Igreja da Candelária, o Edifício Gustavo Capanema, o Cais do Valongo e monumentos na Praça Tiradentes. A estátua de Noel Rosa, em Vila Isabel, também recebeu proteção.

Na Avenida Presidente Antônio Carlos, o prédio do Tribunal de Justiça teve portas e janelas cobertas com placas de alumínio. Já na Rua Primeiro de Março, o Centro Cultural da Procuradoria-Geral do Estado foi isolado com tapumes.

Em frente à Praça XV, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé foi cercada por gradil metálico. Na Avenida Rio Branco, o entorno do Clube Naval ganhou estrutura branca de proteção.

Outros edifícios também passaram por intervenções, como o Rio Metropolitan Center, na Avenida República do Chile, e a Torre Almirante, na Avenida Almirante Barroso, onde o acesso foi reduzido a uma pequena portinhola entre os tapumes. A agência do INSS na Avenida Presidente Antônio Carlos, o prédio do Ministério da Fazenda e o Edifício Ventura estão entre os imóveis protegidos.

As estruturas fazem parte do planejamento logístico do Carnaval de rua e devem permanecer durante o período de maior movimentação. Enquanto os blocos se preparam para ocupar as vias, a paisagem do Centro revela um contraste entre festa e precaução — cenário que antecede dias de intensa circulação na região.

Limpatech