O Corpo de Bombeiros Militar trabalha há mais de 30 horas consecutivas no resgate de três pessoas que continuam desaparecidas após o desabamento de um prédio em obras na Rua Tequici, na Penha. A tragédia ocorreu na madrugada deste sábado e atingiu uma casa onde moravam famílias bolivianas, deixando três mortos e dois feridos.
O desmoronamento foi registrado por volta das 2h de sábado, quando a estrutura do edifício veio abaixo de forma repentina. Até o momento, as equipes de resgate conseguiram retirar cinco pessoas dos escombros. Infelizmente, duas mulheres, sendo uma delas gestante, e um homem não resistiram aos ferimentos e morreram no local.
Outras duas vítimas, um homem e uma criança, foram salvas com vida e levadas para unidades de saúde da região com ferimentos leves. A operação de busca continua de forma ininterrupta, mobilizando dezenas de socorristas e cães farejadores na tentativa de localizar os últimos moradores que permanecem sob os escombros.
Resgate mobiliza bombeiros e máquinas pesadas na Penha
A força-tarefa montada para o atendimento desta ocorrência envolve cerca de 70 bombeiros, apoio de 22 viaturas e cães farejadores especializados em encontrar pessoas presas sob escombros. As equipes de emergência utilizam maquinário pesado e retroescavadeiras para movimentar com segurança as grandes peças de concreto que cederam durante o impacto.
Mais de 10 pessoas ocupavam a residência atingida no momento em que a estrutura da construção desabou. Os sobreviventes perderam pertences e documentos na tragédia, recebendo apoio emergencial e acompanhamento de assistentes sociais enquanto as buscas prosseguem na área afetada.
A Defesa Civil isolou todo o entorno do imóvel para garantir a segurança dos trabalhadores e da população local. Moradores das residências vizinhas precisaram sair de suas casas temporariamente até que a estrutura da região seja totalmente vistoriada e liberada pelos engenheiros.
O que já se sabe sobre as causas do acidente
A edificação que desabou pertencia à construtora New Home e passava por obras de ampliação. De acordo com informações iniciais passadas pelo poder público local, a construção possuía um alvará liberado para a estrutura de até 11 pavimentos, com laudo de vistoria emitido no início do ano de 2024.
No entanto, divergências na documentação e no cumprimento de exigências técnicas de engenharia estão sob investigação. A fiscalização apura se uma etapa de demolição exigida previamente para garantir a estabilidade do terreno foi executada corretamente pela empresa responsável antes da continuidade da obra.
O caso está sendo registrado pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar as responsabilidades criminais pela queda do prédio. Peritos do Instituto de Criminalística acompanham os trabalhos de remoção para recolher provas técnicas que indiquem a causa exata do colapso da estrutura.
Como fica a região atingida pelo desabamento
A Rua Tequici e seus acessos imediatos permanecem totalmente interditados para o tráfego de veículos e pedestres enquanto durarem os trabalhos de resgate e limpeza. O trânsito de linhas de ônibus e o acesso de moradores locais estão sofrendo desvios temporários orientados por agentes de trânsito.
A recomendação das autoridades de trânsito e da Defesa Civil é que os motoristas evitem circular pelas vias próximas ao local da tragédia na Penha, permitindo a livre circulação das ambulâncias, caminhões dos bombeiros e máquinas pesadas.
Comércios do entorno imediato foram orientados a manter as portas fechadas durante o trabalho das equipes de salvamento. As aulas em escolas da rede pública próximas funcionam com atenção reforçada ao acesso de alunos e pais que residem nas ruas bloqueadas.
Quem responde pelo atendimento e pelas investigações
O socorro imediato e a busca por vítimas estão a cargo do Corpo de Bombeiros Militar, em ação conjunta com a Defesa Civil. A Polícia Militar faz a segurança do perímetro para conter curiosos e evitar acidentes secundários no local da tragédia.
A defesa jurídica da construtora New Home declarou que o empreendimento estava em situação regular junto aos órgãos competentes e que está prestando todo a assistência necessária aos atingidos. A empresa afirmou que aguarda o laudo oficial dos peritos técnicos para se manifestar sobre os motivos da queda.
A apuração administrativa sobre os alvarás e laudos emitidos cabe aos órgãos municipais de fiscalização urbana. Servidores envolvidos na liberação das licenças do imóvel também prestarão esclarecimentos durante a investigação conduzida pelas autoridades policiais.
Como denunciar irregularidades e buscar ajuda
Moradores que identificarem rachaduras, estalos ou sinais de perigo em obras vizinhas devem acionar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199. O serviço funciona 24 horas por dia e envia técnicos para vistoriar o local gratuitamente.
Em situações de urgência e emergência com risco de desabamento ou vítimas presas, o atendimento do Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone fixo ou celular.
Para denunciar irregularidades em construções, falta de equipamentos de segurança ou obras sem alvará aparente, o cidadão pode registrar a ocorrência de forma anônima nos canais oficiais da prefeitura ou pelo Disque Denúncia, pelo telefone 181.















