Porto do Rio entra em grupo seleto ao operar navios New Panamax

navios New Panamax

O Porto do Rio passou a integrar um grupo restrito da infraestrutura portuária brasileira ao começar a receber navios da classe New Panamax, uma das maiores categorias da navegação comercial mundial. A mudança foi possível após obras de dragagem e modernização no canal de acesso ao Cais da Gamboa.

A nova fase operacional teve como marco a chegada do MSC Katrina, primeiro navio da categoria a atracar no Rio depois da conclusão das intervenções. A embarcação, de bandeira panamenha, tem 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para transportar 14.131 TEUs, unidade equivalente a contêineres de 20 pés.

O cargueiro chegou ao Rio vindo do Porto de Suape, em Pernambuco, e depois seguiu viagem em direção ao Porto de Santos. A operação simboliza o avanço da estrutura portuária carioca e amplia a capacidade do terminal de participar de rotas internacionais mais competitivas.

As obras receberam investimento total de R$ 163 milhões. Desse valor, R$ 98 milhões vieram do Novo PAC, enquanto outros R$ 65 milhões foram aplicados pela Autoridade Portuária PortosRio.

A principal alteração foi o aumento da profundidade mínima do canal de acesso, que passou de 15 metros para 16,2 metros. Com isso, o porto passou a contar com calado operacional de 15,3 metros, condição necessária para receber embarcações de maior porte com mais segurança.

Com a adequação, o terminal carioca se junta a poucos portos brasileiros preparados para operar navios de até 366 metros de comprimento. Atualmente, estruturas semelhantes existem em portos como Santos, Salvador, Itaguaí, Paranaguá e Pecém.

Além da dragagem, as intervenções incluíram melhorias operacionais e de navegabilidade. Na prática, as mudanças reduzem restrições logísticas, aumentam a segurança das manobras e tornam as operações mais previsíveis.

A chegada dos navios New Panamax também representa um ganho estratégico para o Rio de Janeiro. Com maior capacidade de movimentação, o porto pode ampliar sua relevância no comércio exterior e atrair novas operações ligadas ao transporte internacional de cargas.

A modernização reforça a competitividade do terminal em um setor marcado por embarcações cada vez maiores e por exigências logísticas mais complexas. Para o estado, a ampliação da capacidade portuária pode gerar impactos positivos na economia, na cadeia de transporte e na circulação de mercadorias.

Com a nova estrutura, o Rio passa a ter melhores condições de disputar espaço em rotas globais e fortalecer sua posição no mapa portuário nacional. A operação do MSC Katrina inaugura uma etapa que pode transformar o papel do terminal nos próximos anos.

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