A população protesta na Zona Sul do Rio em mais um ato de repúdio à megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes. A manifestação ocorreu no início da noite desta quarta-feira (5), reunindo dezenas de pessoas no Largo do Machado. O grupo estendeu a mobilização até o Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado, em Laranjeiras, para criticar diretamente a gestão do governador Cláudio Castro (PL).
Os manifestantes carregavam cartazes e faixas com frases que expressavam indignação diante do alto número de mortos e da forma como a operação foi conduzida. Entre as mensagens exibidas estavam “O Estado exclui, cria o inimigo e depois manda matar”, “Pela vida do povo preto e favelado”, “Polícia mata, Estado apoia” e “Chega de massacre”.
Durante o ato, a presença policial foi reforçada. Equipes da Polícia Militar acompanharam o protesto, enquanto agentes da Guarda Municipal e da CET-Rio foram acionados para organizar o trânsito e garantir a segurança na região. Apesar da tensão provocada pelo tema, não houve registros de confronto ou tumulto entre os participantes e as forças de segurança.
A mobilização faz parte de uma série de protestos que têm ocorrido no Rio desde a megaoperação, considerada uma das mais letais da história recente do estado. Organizações sociais e grupos de direitos humanos apontam para o uso excessivo da força e questionam a falta de transparência nas investigações sobre as mortes.
O Governo do Estado ainda não se manifestou oficialmente sobre a manifestação desta quarta-feira. O governador Cláudio Castro tem defendido as ações das forças de segurança, argumentando que o objetivo das operações é o combate ao crime organizado nas comunidades.














