Policial penal é autuado após fugir de revista no Complexo de Gericinó

Policial penal é autuado após fugir de revista no Complexo de Gericinó

O policial penal que fugiu de uma revista de rotina na entrada do Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio e resistência. O servidor foi encontrado em um hospital particular da Tijuca, na Zona Norte, ainda na quinta-feira (29).

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal, o agente já era alvo de uma investigação conduzida pela Corregedoria-Geral. Após a fuga, o caso também foi registrado na 34ª DP (Bangu), responsável pela apuração policial da ocorrência.

De acordo com a pasta, o servidor chegava para iniciar o turno de trabalho no Presídio Nelson Hungria quando foi abordado por colegas durante a fiscalização de rotina. No momento da revista, ele arrancou com o carro para escapar da abordagem.

Para tentar impedir a fuga, agentes que estavam na portaria efetuaram disparos contra os pneus do veículo. Apesar do susto provocado pela ação, ninguém ficou ferido.

A Secretaria de Polícia Penal informou que o servidor será transferido para o Hospital Dr. Hamilton Agostinho Vieira de Castro, localizado dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu.

Em nota, a pasta afirmou: “O policial foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio e resistência. Ele será transferido para o Hospital Dr. Hamilton Agostinho Vieira de Castro, no Complexo de Gericinó, em Bangu”.

A secretaria também negou que tenha ocorrido qualquer ataque ao complexo penitenciário. Segundo o órgão, o barulho dos disparos fez com que pessoas que passavam pelo entorno acreditassem se tratar de uma possível fuga de detento ou invasão da unidade, o que foi descartado.

O caso aumentou a atenção sobre os procedimentos internos de segurança no Complexo de Gericinó, um dos principais conjuntos penitenciários do estado. A abordagem, segundo a pasta, fazia parte da rotina de fiscalização na entrada da unidade.

A Secretaria de Estado de Polícia Penal declarou ainda que não tolera irregularidades ou crimes cometidos por servidores e reforçou que seguirá apurando desvios de conduta dentro da corporação.

Com a autuação, o policial penal passa a responder criminalmente pelo episódio, enquanto a Corregedoria-Geral mantém a investigação administrativa que já estava em andamento

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