Policial não compareceu ao plantão e levantou suspeita de colegas, que contaram com a ajuda do monitoramento por câmeras para localizar o veículo dela
A Polícia Civil investiga a morte da policial Daniela Cunha Moreira, 43 anos, encontrada morta no banco traseiro do próprio carro na Região dos Lagos. Três pessoas — a companheira da vítima, identificada como Catiane, e os pais dela — foram presas e permanecem à disposição da Justiça.
O caso começou a ser apurado na manhã desta sexta-feira, dia 24 de julho, quando Daniela não se apresentou para assumir o plantão na 124ªDP (Saquarema).
Diante da ausência incomum e após tentarem contato sem sucesso, os agentes iniciaram buscas em endereços conhecidos e procuraram por sua companheira, que também não foi localizada.
Para refazer os últimos passos da policial, a equipe utilizou o sistema de monitoramento viário dos municípios da região. As imagens mostraram o veículo de Daniela, um Chevrolet Tracker, trafegando por Saquarema por volta das 4h no sentido Araruama.
Na sequência, câmeras de segurança em Iguaba Grande registraram o carro da vítima rodando acompanhado por um Chevrolet Corsa Classic prata. Ao checarem a placa do Corsa, os policiais constataram que o automóvel pertencia a Adilson, sogro de Daniela.
Com as informações do trajeto, policiais civis se dirigiram ao endereço de Adilson, na Travessa São João, no bairro Cidade Nova, em Iguaba Grande. No local, os agentes encontraram os dois veículos na garagem — o SUV da policial estava coberto por uma lona preta.
Durante a abordagem, o sogro da vítima apresentou versões contraditórias ao ser questionado sobre a presença dos automóveis na residência. A área foi isolada para o trabalho da perícia técnica. Ao abrirem as portas do Chevrolet Tracker, os peritos localizaram o corpo de Daniela no banco traseiro.
Diante do flagrante, os pais de Catiane receberam voz de prisão no local. Após novas diligências, a companheira da vítima foi localizada no distrito de Bacaxá e também foi levada sob custódia para a 124ªDP.
Por determinação da Chefia de Polícia Civil, o caso foi transferido para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que assumiu a responsabilidade pelas investigações e pelo registro da ocorrência.














