Um policial civil aposentado foi preso nesta quinta-feira (21), em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma organização criminosa que atuava no Camelódromo da Uruguaiana, no Centro da cidade.
O preso foi identificado como Volner Correa dos Santos. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ele estava foragido desde maio de 2025, quando foi deflagrada a Operação Feira Livre II, que mirou integrantes do grupo investigado.
Na ocasião, a operação cumpriu 11 mandados de prisão e nove de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a organização criminosa. A nova prisão ocorreu após o MPRJ obter um mandado contra o agente aposentado.
De acordo com as investigações, a quadrilha cobrava taxas irregulares de comerciantes da Uruguaiana e também atuava na venda e locação clandestina de boxes no camelódromo. O esquema, segundo o Ministério Público, movimentava valores obtidos de forma ilegal e tentava ocultar a origem do dinheiro.
Ainda conforme a apuração, empresas de fachada e laranjas eram usados para disfarçar os recursos. Entre os estabelecimentos citados na investigação estaria uma lavanderia, apontada como parte da estrutura utilizada para a lavagem de dinheiro.
O Ministério Público afirma que o grupo tinha divisão de tarefas. Havia integrantes responsáveis pela contabilidade do esquema, outros pela intimidação armada, pela administração das cobranças irregulares e pelo apoio de agentes públicos.
Segundo a denúncia, Volner Correa dos Santos seria um dos responsáveis por movimentar e esconder os recursos da organização criminosa. A suspeita é que ele atuasse diretamente na ocultação do dinheiro obtido com as práticas ilegais atribuídas ao grupo.
Em nota, a Polícia Civil informou que a prisão foi realizada pela Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), com apoio da Corregedoria-Geral da instituição.
A corporação afirmou ainda que o servidor aposentado já responde a processo administrativo disciplinar. A Polícia Civil também declarou que não compactua com desvios de conduta dentro da instituição.
As investigações continuam para aprofundar a participação dos envolvidos e rastrear a movimentação financeira do esquema ligado ao Camelódromo da Uruguaiana. O caso segue sob acompanhamento das autoridades responsáveis.














