O caso envolvendo policiais presos por morte de empresário na Pavuna ganhou novos desdobramentos após a apreensão de armas e a análise de imagens que colocam em dúvida a versão apresentada inicialmente pelos agentes. A ocorrência aconteceu na Zona Norte do Rio de Janeiro e segue sob investigação.
A vítima, Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, morreu durante uma abordagem policial na madrugada de quarta-feira, na Rua Doutor José Thomas, nas proximidades do Conjunto Tom Jobim, na região do Complexo da Pedreira.
De acordo com a Polícia Civil, dois fuzis utilizados por um sargento e um cabo da Polícia Militar foram apreendidos por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital. O material será analisado como parte das investigações sobre o caso.
Os dois policiais foram presos em flagrante pela corregedoria da corporação, sob acusação de homicídio doloso, quando há intenção de matar. A decisão ocorreu após a análise de imagens registradas por câmeras corporais e por um equipamento instalado na viatura.
Segundo as autoridades, o conteúdo das gravações apresentou inconsistências em relação ao relato inicial dos agentes. No boletim de ocorrência, os policiais afirmaram que o motorista não teria obedecido à ordem de parada e que teria avançado com o veículo em direção à equipe.
Ainda conforme o registro, os agentes alegaram que houve risco iminente à integridade física da equipe, o que teria motivado os disparos com fuzis calibre 7,62. Um dos policiais efetuou 13 tiros, enquanto o outro realizou 11 disparos.
As imagens coletadas foram consideradas fundamentais para a reavaliação do caso e já foram encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que acompanha o andamento das investigações.
Paralelamente, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos envolvidos. A corporação também informou que as carteiras funcionais dos policiais foram recolhidas.
Daniel Patrício era empresário do setor de telecomunicações e morava na região onde ocorreu o caso. No momento da abordagem, ele dirigia uma picape e estava acompanhado de três amigos, que não foram atingidos pelos disparos.
De acordo com relatos, o grupo retornava de um encontro quando foi abordado pelos policiais, momento em que ocorreram os tiros.
O empresário deixa esposa e um filho de 4 anos. O caso segue sendo investigado para esclarecer as circunstâncias da abordagem e a responsabilidade dos envolvidos.
A apuração continua, com expectativa de novos elementos que possam esclarecer completamente o ocorrido.














