Confronto envolveu equipes do 18º BPM e do Bope, na Freguesia. Circunstâncias da troca de tiros ainda não foram esclarecidas
Uma troca de tiros entre policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) deixou um PM morto e outros cinco feridos, na manhã deste domingo, dia 11 de outubro, na Freguesia, na Zona Oeste do Rio.
Lotado no BOPE, o subtenente Glaucio Marcelo Fonseca da Silva, 54 anos, não resistiu. Outros quatro militares da unidade de elite e um cabo do 18º BPM também foram baleados.
Segundo informações preliminares, os policiais do BOPE participavam de uma operação estratégica em que os agentes permanecem escondidos para surpreender criminosos. Eles estavam à paisana e utilizavam um veículo descaracterizado.
De acordo com o registro da ocorrência, uma equipe do 18º BPM realizava patrulhamento pela Rua Guilherme Moreira quando se deparou com homens armados próximos a um Kia Sportage branco. Na sequência, houve um confronto.
Durante a troca de tiros, o cabo Ângelo Cléber Toscano Araujo, 41, do 18º BPM, foi atingido no tornozelo, sofrendo fratura exposta.
Após os disparos, os PMs solicitaram prioridade na rede de rádio e montaram um cerco na região, com apoio de outras equipes do batalhão. Um veículo blindado do Comando de Operações Especiais (COE) e duas viaturas do BOPE também foram deslocados para o local.
Somente depois do confronto foi constatado que os homens armados eram policiais militares do BOPE.
Além de Glaucio, foram baleados os policiais Leonardo Malaquias de Souza, 36; Sidnei Santos Silva, 40; Adriano de Oliveira Fernandes, 39; e Diego Alves de Santanna, 40, todos lotados na unidade de elite.
Os feridos foram socorridos ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
Apesar da gravidade do episódio, ainda não há informações oficiais que esclareçam como começou a troca de tiros entre os policiais.
O subtenente Glaucio ia completar 26 anos na corporação no próximo mês de dezembro. Ele deixou duas filhas, de 30 e 19 anos, e um filho de 7 anos de idade.
O PM era irmão do sargento Héber Carvalho da Fonseca, 39. Também lotado no BOPE, ele morreu durante confronto com criminosos no Complexo do Alemão, em outubro do ano passado.














