A Polícia Civil tenta identificar o autor das agressões registradas durante a confusão envolvendo Ed Motta em um restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso aconteceu no último sábado (2), no restaurante Grado, na Gávea, e segue sendo investigado pela 15ª DP.
Segundo a delegada Daniela Terra, responsável pelo caso, a polícia aguarda o depoimento do gerente do estabelecimento para esclarecer a dinâmica da briga e confirmar a identidade de todos os envolvidos.
A oitiva estava prevista para esta quinta-feira (7), mas acabou sendo remarcada após pedido do gerente, já que o advogado dele estaria viajando.
Ainda de acordo com a delegada, o restaurante possui os dados dos clientes envolvidos por conta das informações exigidas durante o processo de reserva das mesas.
Segundo relato da vítima, ela jantava com familiares e amigos próximo à mesa onde Ed Motta estava acompanhado de outras cinco pessoas. Em determinado momento, o cantor teria se levantado e derrubado uma cadeira onde estavam os pertences do cliente.
Após o episódio, começou uma discussão entre as mesas. Durante a confusão, um homem ainda não identificado, descrito pela vítima como alguém com sotaque português, teria desferido um soco em seu rosto.
O cliente afirmou que não reagiu às agressões e decidiu deixar o restaurante para evitar um agravamento da situação. No entanto, segundo o depoimento, ao sair do local foi atingido na cabeça por uma garrafa de vidro lançada pelas costas.
A vítima sofreu ferimentos no lado esquerdo da cabeça após o impacto do objeto.
De acordo com as investigações, o suspeito de cometer as agressões seria primo de Diogo Coutinho do Couto, proprietário dos restaurantes Escama e Quinta da Henriqueta. O empresário também deverá prestar depoimento nos próximos dias.
“Estamos aguardando esse Diogo prestar declarações para dar a qualificação desse outro indivíduo, que pelo que dizem, é primo dele”, afirmou a delegada Daniela Terra.
Segundo o registro de ocorrência, a discussão teria começado após um desentendimento envolvendo a cobrança da taxa de rolha, valor cobrado por estabelecimentos quando clientes levam vinho de fora para consumir no local.
Ainda conforme o boletim, Ed Motta teria jogado uma cadeira contra a parede e derrubado outra onde estavam os objetos pessoais da vítima.
Em nota oficial, o restaurante afirmou que integrantes do grupo do cantor provocaram funcionários e fizeram xingamentos com referências pejorativas à origem nordestina, além de comentários sobre orientação sexual e vida privada.
O estabelecimento também acusou o artista de arremessar uma cadeira contra um garçom que estaria de costas no momento da confusão.
Segundo a Polícia Civil, Ed Motta e os demais envolvidos deixaram o restaurante antes da chegada dos agentes.
A reportagem informou que não conseguiu contato com a defesa dos citados no caso. O espaço segue aberto para manifestações dos envolvidos.














