Polícia reage a uso de cone-granada no Rio e operação termina com dois mortos

cone-granada no Rio

A Polícia Militar realizou uma operação na Ilha do Governador nesta quinta-feira (23) em resposta ao uso do chamado cone-granada no Rio, uma nova tática criminosa desenvolvida por traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV). O dispositivo explosivo é camuflado dentro de cones de trânsito e colocado em barricadas, funcionando como uma armadilha capaz de detonar ao menor movimento. No mês passado, um desses artefatos explodiu na Favela do Barbante, ferindo três policiais com estilhaços.

Durante a operação, dois suspeitos foram mortos em confronto com os agentes, entre eles Júlio Cesar Barbosa Silva Junior, conhecido como Matuê, de 22 anos, apontado como chefe do tráfico local. O outro homem ainda não foi identificado. A ação também resultou na prisão de quatro suspeitos e na apreensão de um adolescente. Todos foram encaminhados para a 37ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador).

O Esquadrão Antibombas foi acionado novamente após novas suspeitas de artefatos explosivos na área. Segundo a PM, a presença dos “cones-granada” representa um risco não apenas para os policiais, mas também para os moradores, já que o artefato pode ser detonado por qualquer contato físico.

“Essa é uma ação diferenciada. Até para nós, que estamos acostumados com o crime, não é comum. Foi um ataque covarde”, afirmou o tenente-coronel Marcos André, comandante do 17º BPM (Ilha do Governador). Ele destacou ainda o perigo dos explosivos para a população: “Esses artefatos podem explodir com qualquer pessoa que toque nesses cones.”

Durante a incursão, os policiais apreenderam quatro fuzis, duas pistolas, carregadores, rádios comunicadores, roupas camufladas, cadernos de anotações, dinheiro, munições e drogas. Todo o material foi levado para a 37ª DP, responsável pela investigação.

A Polícia Militar informou que continuará com ações de combate na Ilha do Governador para impedir o uso de explosivos e reforçar a segurança na região. Segundo a corporação, o uso do “cone-granada” representa uma nova e preocupante estratégia de ataque das facções criminosas contra as forças de segurança do estado.

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