Polícia prende suspeito da morte da médica da Marinha no Rio

Emerson Edgleises da Conceição Silveira

A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (16) c, de 23 anos, identificado como suspeito da morte da médica da Marinha, a Capitão de Mar e Guerra Gisele Mendes de Souza e Mello, ocorrida em dezembro de 2024. Além desse crime, ele também era foragido da Justiça por associação ao tráfico de drogas.

De acordo com informações da 16ª DP (Barra da Tijuca), que realizou a captura, Emerson foi encontrado quando saía da casa da namorada no bairro de Pilares, na Zona Norte do Rio. A localização do suspeito foi possível graças ao trabalho de cruzamento de dados do setor de inteligência da Polícia Civil.

Gisele Mendes, que também era comandante da Marinha, foi baleada na cabeça durante uma cerimônia no auditório da Escola de Saúde da Marinha, dentro do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos. Ela chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

As investigações apontam que Emerson é integrante da facção criminosa Comando Vermelho e atuava na Comunidade do Gambá, no Complexo do Lins. Segundo a polícia, ele era responsável por atividades diretamente ligadas ao tráfico de drogas na região.

O inquérito conduzido pela 26ª DP (Todos os Santos), que apura o homicídio da oficial da Marinha, revelou que o disparo que matou Gisele teria partido durante um confronto entre traficantes e policiais militares que realizavam uma operação na região do Complexo do Lins. Na ocasião, a médica participava de um evento no hospital e acabou sendo atingida por um tiro que entrou pela janela do segundo andar de um dos anexos do Hospital Marcílio Dias.

A morte da médica gerou grande comoção e também mobilizou forças de segurança, incluindo operações da própria Marinha nas comunidades próximas, devido à localização estratégica do hospital em uma área cercada por 16 comunidades afetadas constantemente por tiroteios.

Até o momento, a Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no tiroteio que resultou na morte da militar. Emerson permanece preso e à disposição da Justiça.

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