A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (25) um homem apontado como o olheiro de um grupo paramilitar em Queimados, na Baixada Fluminense. Ele monitorava o passo de viaturas e repassava as posições aos comparsas pelo celular.
Como funcionava o esquema do olheiro de milícia em Queimados
Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, a DRCI, encontraram Renato Augusto de Souza Oliveira Junior, conhecido como Renatinho, na própria casa. O suspeito não reagiu no momento em que os policiais chegaram ao imóvel para cumprir o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Segundo as investigações da equipe policial, a função do homem era vigiar as rotas de agentes de segurança e o deslocamento de criminosos rivais que tentavam entrar na região. As informações eram transmitidas em tempo real com o uso de rádios de comunicação e por meio de grupos organizados no aplicativo WhatsApp.
Qual a gravidade das ações do suspeito na Baixada?
A apuração da Polícia Civil indica que o monitoramento feito pelo acusado não servia apenas para escapar de blitzes ou operações. Em pelo menos um caso registrado no município, o repasse de dados sobre a localização de rivais terminou com a execução de duas pessoas na região.
Ele já respondia na Justiça pelo crime de constituição de milícia privada. Como teve a prisão decretada e não se apresentou para cumprir as determinações judiciais impostas, passou a ser tratado oficialmente como foragido até ser capturado pelos agentes da DRCI nesta terça-feira.
Como denunciar a ação de grupos armados na região?
Quem mora na Baixada Fluminense e tem informações sobre a presença de milicianos, pontos de vigilância ou paradeiro de foragidos pode ajudar o trabalho das forças de segurança sem precisar se identificar. O canal oficial para o envio de relatos sigilosos é o Disque Denúncia.
O atendimento funciona pelo telefone (21) 2253-1177 ou via aplicativo para celular. O sigilo do morador é garantido pela Polícia Civil. A defesa de Renato Augusto de Souza Oliveira Junior não foi localizada para comentar a prisão até o fechamento desta reportagem.















