Uma mulher foi presa pela Polícia Civil suspeita de participar de uma rede de pedofilia de piloto investigado por crimes de exploração sexual infantil. A prisão ocorreu nesta segunda-feira (10), durante a segunda fase da Operação Apertem os Cintos.
A suspeita, de 29 anos, foi localizada na região de Marataízes, no Espírito Santo. Segundo as investigações, ela teria ligação direta com o piloto Sergio Antônio Lopes, preso no mês passado durante um embarque no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
De acordo com a polícia, a mulher é investigada por crimes como estupro de vulnerável, exploração sexual infantil e produção, compartilhamento e comercialização de material envolvendo abuso contra menores.
Os investigadores identificaram conversas e evidências que apontam que a suspeita teria enviado vídeos contendo imagens de abuso contra uma criança de dois anos. Segundo a apuração, o material teria sido solicitado pelo piloto, considerado pelas autoridades como líder do grupo criminoso.
A investigação também aponta indícios de que um encontro estava sendo planejado entre o piloto e a criança.
Além do piloto e da mulher presa nesta fase da operação, outras pessoas também foram detidas no decorrer das investigações. Três mulheres já haviam sido presas anteriormente nas cidades de São Paulo e Guararema.
O piloto Sergio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso pela Polícia Civil no dia 9 de fevereiro durante o embarque do voo LA3900, que faria o trajeto entre o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Na ocasião, vídeos que circularam nas redes sociais mostraram o momento da abordagem policial no aeroporto. Após a prisão, o piloto acabou sendo demitido da companhia aérea em que trabalhava.
Segundo a delegada responsável pela investigação, o suspeito costumava se aproximar inicialmente de mulheres da família das vítimas, como mães ou avós, para ganhar confiança antes de ter contato com as crianças.
Ainda de acordo com as investigações, o homem oferecia dinheiro, medicamentos e até pagamento de aluguel para responsáveis pelas crianças em troca de acesso às vítimas.
A polícia também apura que ele incentivava meninas a perguntar se tinham amigas interessadas, geralmente na faixa de 11 a 14 anos.
As investigações sobre a rede de pedofilia de piloto continuam em andamento e não estão descartadas novas prisões nos próximos desdobramentos da operação.














