Polícia prende 2 mexicanos por vender celulares do Rock in Rio

Dois homens de nacionalidade mexicana foram presos em flagrante nesta segunda-feira por agentes da Polícia Civil em um hotel no Centro do Rio. Eles são acusados de vender celulares furtados durante os shows do festival Rock in Rio, na Barra da Tijuca.

Esquema de venda de celulares operava entre a Barra e o Centro

A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Durante o cumprimento da abordagem no hotel onde a dupla se hospedava, a equipe conseguiu recuperar seis aparelhos telefônicos de última geração.

As investigações do setor de inteligência revelaram que os dois estrangeiros montaram uma rotina rápida para desovar o material no comércio popular. Logo após os furtos praticados na Cidade do Rock, na Zona Oeste, a dupla levava os telefones para a região da Uruguaiana, no Centro do Rio de Janeiro, onde fazia a negociação com receptadores locais.

Além da prisão dos dois mexicanos, a operação da Polícia Civil identificou dois homens que negociavam ativamente a compra dos eletrônicos furtados. Ambos foram conduzidos para a sede da delegacia especializada para prestar depoimento e explicar o envolvimento na rede de compra e venda ilegal.

O que já se sabe sobre as investigações

Os aparelhos apreendidos com a dupla estrangeira foram encaminhados para a perícia técnica. O objetivo do exame é levantar dados de identificação interna e confirmar os proprietários cadastrados para organizar a devolução dos pertences aos legítimos donos.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam ativas para localizar outros telefones que já haviam sido comercializados na região central da cidade. Os agentes trabalham para identificar os intermediários e fechar o cerco contra a cadeia de receptação instalada em pontos de grande circulação de pedestres.

Como recuperar o celular furtado no evento

Se você teve o aparelho levado durante os dias de festival na Barra da Tijuca, o primeiro passo é registrar o Boletim de Ocorrência. O registro pode ser feito presencialmente em qualquer delegacia de bairro ou por meio da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Para tentar reaver o bem apreendido nas operações da DRCPIM, a vítima deve guardar a nota fiscal do aparelho e ter em mãos o número do IMEI, que consta na caixa do produto ou no comprovante de compra. A apresentação do documento original e do documento de identidade é exigida na sede da delegacia especializada para a liberação do telefone.

A sede da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial fica na Cidade da Polícia, localizada na Avenida Dom Hélder Câmara, número 2066, no bairro de Maria da Graça, Zona Norte da capital. O atendimento ao público para verificação de bens recuperados ocorre em horário comercial, de segunda a sexta-feira.

Os riscos da compra de eletrônicos sem procedência

A polícia alerta a população para os perigos de adquirir aparelhos eletrônicos por preços muito abaixo do valor de mercado em feiras ou camelódromos. A compra de produtos sem nota fiscal configura crime de receptação, previsto no artigo 180 do Código Penal brasileiro, com pena que pode chegar a quatro anos de reclusão.

Quem compra um celular furtado ou roubado ajuda a financiar a atuação de quadrilhas especializadas que atuam em grandes eventos na cidade. Para evitar problemas judiciais, o consumidor deve sempre exigir a nota fiscal e desconfiar de ofertas irrealistas feitas por vendedores ambulantes ou em redes sociais.

Como denunciar receptadores e pontos de venda

A população do Rio de Janeiro pode colaborar com o trabalho das forças de segurança repassando informações sobre pontos de venda de celulares furtados ou localização de suspeitos. O canal oficial para o envio de relatos é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.

As denúncias podem ser feitas pelo telefone (21) 2253-1177, que funciona durante 24 horas por dia, todos os dias da semana. O atendimento garante o anônimo absoluto do denunciante. Também é possível enviar fotos, vídeos e informações pela página oficial do serviço ou pelo aplicativo móvel do Disque Denúncia RJ.

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