As obras no Campo de Golfe da Barra foram interrompidas após uma intervenção da Polícia Civil, que entrou no Campo Olímpico de Golfe, na Barra da Tijuca, para determinar a paralisação de máquinas utilizadas na construção de um campo de futebol sintético em área considerada de preservação permanente.
A ação aconteceu na última segunda-feira (2) e resultou na condução de um dos responsáveis pela obra à 16ª Delegacia de Polícia, onde ele prestou esclarecimentos sobre a intervenção realizada no local.
De acordo com as investigações, a empresa CRF Empreendimentos, atual responsável pela administração do espaço, é suspeita de descumprir embargos que já haviam sido impostos anteriormente tanto pela Prefeitura do Rio quanto pela Justiça.
Fontes ligadas à investigação indicam que, em situações de descumprimento de decisões judiciais, pode haver prisão em flagrante. A Polícia Civil também apura a possibilidade de outros crimes ambientais relacionados às intervenções realizadas no terreno.
O caso ocorre em meio a uma disputa mais ampla sobre o uso da área. A imobiliária Tanedo, proprietária do terreno, acusa a empresa gestora de desviar a finalidade original do espaço ao tentar instalar campos de futebol em um local que foi projetado para atividades de golfe.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento já havia determinado embargo para impedir a implantação de campos com piso sintético na área. Mesmo assim, segundo relatos ligados ao processo, as obras teriam continuado.
Por outro lado, a CRF Empreendimentos sustenta que as intervenções estariam dentro do escopo previsto em contrato e teriam sido autorizadas por órgãos competentes.
Em meio ao impasse administrativo e judicial, a Prefeitura do Rio decidiu não renovar o contrato de gestão do espaço. A empresa, entretanto, conseguiu uma liminar que permite sua permanência temporária no local, enquanto o caso aguarda julgamento de recurso no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
Construído para os Jogos Olímpicos de 2016, o Campo Olímpico de Golfe ocupa uma área de quase 70 mil metros quadrados próxima à Avenida das Américas, entre os bairros da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes.
Desde sua implantação, o equipamento esportivo tem sido alvo de controvérsias e debates, principalmente por estar localizado em uma região ambientalmente sensível. Agora, com a investigação sobre as obras no Campo de Golfe da Barra, a discussão sobre o futuro e a utilização do espaço volta a ganhar força.














