O caso do desembargador desaparecido no RJ está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após o magistrado Alcides Martins Ribeiro Filho, de 64 anos, sumir sem deixar rastros desde o dia 14 de abril.
Segundo informações da investigação, o desembargador federal teria sido visto pela última vez após sacar R$ 1 mil e seguir de táxi para a Vista Chinesa, um dos pontos turísticos mais conhecidos da capital fluminense.
Desde então, não houve mais contato ou informações oficiais sobre o paradeiro do magistrado, que integra o Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre possíveis linhas de investigação relacionadas ao desaparecimento. Também não foram divulgadas informações sobre imagens de câmeras de segurança, rastreamento do trajeto feito pelo táxi ou contatos realizados pelo desembargador após sair de casa.
O desaparecimento acontece menos de um ano após Alcides Martins Ribeiro Filho ter sido afastado cautelarmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O afastamento ocorreu em maio de 2025, após o magistrado se envolver em uma ocorrência policial relacionada a acusações de violência doméstica contra a ex-mulher.
Segundo relatos registrados no processo disciplinar, vizinhos acionaram a polícia após denúncias de agressão. Ainda de acordo com o procedimento, o desembargador teria apresentado comportamento agressivo e resistido à abordagem dos agentes durante a ocorrência.
O Conselho Nacional de Justiça apontou possíveis violações à Lei Orgânica da Magistratura e ao Código de Ética da Magistratura.
Na decisão do afastamento cautelar, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, afirmou que a conduta atribuída ao magistrado indicava comportamento incompatível com o exercício da função.
As circunstâncias do caso indicariam comportamento explosivo e irascível, registrou o corregedor no processo disciplinar.
O afastamento foi aprovado pelo plenário do CNJ no âmbito de uma reclamação disciplinar aberta contra o desembargador.
Enquanto o desaparecimento segue sem respostas, a Polícia Civil continua investigando o caso para tentar esclarecer o que aconteceu após a corrida de táxi até a Vista Chinesa.
Até a última atualização, não havia informações oficiais sobre possíveis testemunhas, localização do magistrado ou novos desdobramentos da investigação.














