A Polícia Federal investiga uma transferência de R$ 5 mil envolvendo Luciano Hang e Carla Zambelli durante o período em que a deputada federal (PL-SP) esteve foragida da Justiça brasileira, entre maio e junho deste ano. O valor foi repassado via Pix no dia 20 de maio, segundo relatório entregue nesta sexta-feira (19) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento detalha doações recebidas por Zambelli em uma campanha virtual promovida em suas redes sociais, sob o domínio carlazambelli.com.br. A página, registrada em nome da própria parlamentar, reunia instruções para depósitos bancários e transferências instantâneas dentro da campanha #JuntosComZambelli.
Segundo a investigação, a deputada já era alvo de inquérito criminal no STF, acusada de tentar obstruir investigações em andamento. Após deixar o Brasil, ela passou a publicar mensagens em plataformas digitais críticas ao Judiciário. Em uma das declarações, afirmou que voltaria a ser “a Carla que era antes das amarras que essa ditadura impôs”, em referência às decisões judiciais.
Além de Luciano Hang, a PF identificou outros doadores relevantes, entre eles a empresa LCG Paschoalino Ltda., o empresário e colecionador Marcos Adolfo Tadeu Senamo Amaro, além de familiares da própria deputada. O marido de Zambelli, Antônio Aginaldo de Oliveira, e a secretária parlamentar Karina Zupelli também aparecem na lista. O relatório aponta que, apenas entre 8 e 24 de maio, a deputada movimentou cerca de R$ 336 mil entre contas próprias, em meio às doações recebidas.














