A Polícia entrega celulares recuperados durante a Operação Rastreio, que já devolveu ao menos 1,4 mil aparelhos roubados ou furtados no Rio de Janeiro. A ação aconteceu nesta terça-feira (22), na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte da capital. Desde maio, a operação já resultou em mais de 270 prisões e na recuperação de mais de 4,7 mil celulares em todo o estado.
As vítimas foram chamadas previamente, passaram por triagem e aguardaram a entrega no auditório, conforme a delegacia onde registraram a ocorrência. “Eu nem percebi quando levaram meu telefone, só vi depois. Nem esperava mais por isso. Quando o policial me ligou dizendo que encontraram, eu nem acreditei”, contou Marizete da Cruz, de 58 anos, agente comunitária de saúde, que teve o celular furtado dentro de um ônibus na Ilha do Governador em fevereiro.
A Operação Rastreio é considerada a maior ofensiva contra o roubo, furto e receptação de celulares no estado. Os aparelhos passam por perícia para identificar os donos antes da devolução.
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), os roubos de celulares dispararam na cidade nos últimos anos. Somente dez bairros concentram um terço de todos os 14.196 casos registrados em 2024, com destaque para o Centro (1.622 ocorrências), Tijuca (581) e Maracanã (455).
Para o sociólogo Daniel Hirata, o roubo de celulares alimenta diferentes mercados ilegais. “Ele está associado à desmontagem e revenda de peças, venda do aparelho inteiro e até golpes com os dados das vítimas”, explica.
Casos como o de Carina Teixeira, de 26 anos, reforçam a importância do rastreamento. “Eu nem ia registrar ocorrência, mas rastreei o telefone e vi que estava na Uruguaiana, no Centro. Pensei: se eu consegui localizar, a polícia também pode”, relatou.
A operação continua com novas ações previstas para ampliar o combate ao crime e garantir a devolução de mais aparelhos às vítimas.














