Polícia desarticula milícia que usava fardas falsas da Draco em Campo Grande

Polícia desarticula milícia que usava fardas falsas da Draco em Campo Grande

Polícia Civil desmantela milícia com fardas falsas da Draco em Campo Grande, Zona Oeste do Rio

Uma operação da Polícia Civil, realizada nesta quinta-feira (16), mirou em uma milícia armada que utilizava fardas falsas da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) para realizar patrulhas ilegais no bairro do Magarça, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A ação, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão, foi motivada pela divulgação de vídeos que flagraram homens armados, vestidos como agentes da Draco, circulando pelas ruas durante a madrugada de 4 de julho. A investigação aponta que os uniformes eram adquiridos pela internet, configurando uma tentativa de simulação de autoridade policial.

Com base nas imagens e em outras diligências, a polícia identificou dois suspeitos de integrarem a organização criminosa: Leonardo Torres Gomes, conhecido como Léo Piloto, e Lorran Vasconcelos Martins. Ambos estariam ligados ao grupo liderado por Paulo Roberto de Carvalho Martins, o PL. A Polícia Civil buscou, com esta operação, combater o avanço de grupos criminosos e a imposição de controle territorial na região, conforme divulgado pela própria corporação.

Milícia usava fardas da Draco para “combater” tráfico e impor domínio

Segundo as investigações, o objetivo das patrulhas armadas, realizadas com fardas falsas da Draco, era impedir o avanço de traficantes do Comando Vermelho (CV) na área. Essa ação também servia como uma demonstração de força da milícia, que disputa o controle territorial na região. A Draco, em nota, informou que Leonardo e Lorran atuavam na proteção da área dominada pela milícia.

Moradores e comerciantes da região sofrem com as ações da milícia, que incluem cobranças ilegais, ameaças e outras práticas criminosas. A utilização das fardas da Draco visava criar um clima de medo e autoridade, facilitando a execução de suas atividades ilícitas e a intimidação da população.

Reincidência e histórico dos suspeitos presos

Um dos suspeitos, Leonardo Torres Gomes, o Léo Piloto, já possui histórico com a justiça. Ele foi preso em 2022 por envolvimento com milícia, porte ilegal de arma de uso restrito e receptação. Surpreendentemente, ele foi liberado em abril de 2025, evidenciando a complexidade do sistema de justiça e a dificuldade em conter a atuação de criminosos reincidentes.

Já Lorran Vasconcelos Martins responde por participação em milícias que atuavam em outras áreas do Rio de Janeiro, como Bangu e Guaratiba. Ele é considerado foragido desde março deste ano, o que demonstra a contínua atuação do grupo criminoso apesar das investigações policiais.

Draco intensifica combate a milícias com uso indevido de uniformes

A operação reforça o compromisso da Polícia Civil, através da Draco, no combate a grupos paramilitares que se utilizam de uniformes falsos para intimidar a população e legitimar suas ações criminosas. A investigação continuará para identificar outros membros da milícia e desarticular completamente a organização que opera em Campo Grande.

A polícia alerta a população para denunciar qualquer atividade suspeita e desconfiar de indivíduos que se apresentem como autoridades sem a devida identificação oficial. O uso indevido de fardas e distintivos é um crime grave e pode indicar a atuação de grupos criminosos.

Limpatech