Polícia deflagra Operação Rifa Sombria contra rede de exploração infantil digital

Um suspeito preso é acompanhado até uma viatura da Polícia Civil

A Operação Rifa Sombria foi deflagrada nesta segunda-feira (27) pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) para desarticular uma rede de exploração sexual infantil que atuava na internet. A ação mira suspeitos de comprar vídeos de abuso de uma menina de 13 anos, comercializados em plataformas digitais disfarçados de rifas virtuais.

Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão na capital, na Baixada Fluminense e em municípios do interior do estado. Até o momento, dois homens foram presos em flagrante com material ilícito em seus celulares, e outras quatro pessoas estão sendo levadas para prestar depoimento.

Segundo as investigações, o principal suspeito — preso em janeiro deste ano — filmava os abusos e promovia sorteios online para vender o conteúdo criminoso. Na época, a polícia apreendeu aparelhos eletrônicos que passaram por análise técnica e rastreamento digital, o que permitiu identificar os compradores e financiadores do esquema.

“O combate aos abusadores precisa atingir também quem sustenta esse mercado. Quem compra, participa. Quem paga também violenta”, afirmou o delegado Cristiano do Vale Maia, titular da Dcav, reforçando que a operação busca punir não apenas quem produz, mas também quem consome esse tipo de conteúdo.

A Operação Rifa Sombria marca uma nova etapa no combate à exploração infantil digital, com foco em identificar a rede de pessoas que mantém o ciclo de abuso por meio de transações em plataformas online. A polícia destacou que os envolvidos podem responder por crimes de armazenamento, compartilhamento e financiamento de material pornográfico envolvendo menores de idade, com penas que podem ultrapassar dez anos de prisão.

De acordo com a Dcav, a apuração também conta com apoio de peritos cibernéticos e especialistas em rastreamento digital, que estão analisando dados recuperados de celulares e computadores apreendidos. As informações devem ajudar a mapear outros compradores e possíveis intermediários responsáveis por distribuir o conteúdo ilegal.

O delegado Cristiano do Vale Maia destacou que novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. “Nosso objetivo é atingir toda a cadeia criminosa, do produtor ao consumidor. Só assim conseguiremos reduzir a demanda e proteger as vítimas”, completou.

A Polícia Civil reforça que denúncias anônimas sobre crimes de exploração infantil podem ser feitas pelo Disque Denúncia (2253-1177) ou pelo site disquedenuncia.org.br, com garantia total de sigilo.

Limpatech