A Polícia Civil confirmou a morte de João Paulo, conhecido como “JP”, apontado como líder do tráfico da Favela do Lixo, em Cabo Frio. O criminoso foi um dos mortos durante a megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro — considerada a mais letal da história do estado.
Segundo as investigações, JP era uma das figuras mais influentes do Comando Vermelho na Região dos Lagos e comandava o tráfico em Cabo Frio a partir do Rio, onde vivia escondido havia anos. Mesmo foragido, ele mantinha o controle da distribuição de drogas, cobrança de dívidas e gerenciava a movimentação de armas entre o Complexo do Alemão e comunidades do interior fluminense.
O criminoso tinha diversos mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas, homicídio e associação criminosa. De acordo com a polícia, JP também mantinha ligações diretas com outros líderes da facção presos ou mortos em ações anteriores. Ele era considerado um dos principais responsáveis por financiar e ordenar ataques armados em Cabo Frio e cidades vizinhas.
Fontes da Polícia Civil informaram que o corpo do traficante foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, onde aguarda liberação pela família. A expectativa é de que ele seja sepultado em Cabo Frio nos próximos dias.
A morte de JP é vista como um golpe significativo contra a estrutura criminosa da Região dos Lagos, especialmente na Favela do Lixo, uma das áreas de maior domínio do Comando Vermelho fora da capital. Contudo, autoridades de segurança pública avaliam que a ausência do líder pode desencadear disputas internas pelo controle dos pontos de venda de drogas.
A megaoperação, que mobilizou mais de 2,5 mil policiais civis e militares, terminou com 121 mortos, 113 presos e 91 fuzis apreendidos. Apesar do resultado ser classificado pelo governo estadual como um “golpe histórico contra o tráfico”, a ação também gerou críticas de entidades de direitos humanos pelo alto número de mortes e a falta de transparência nos dados divulgados.
Para a polícia, a queda de lideranças como JP e Waguinho de Cabo Frio representa um avanço no combate às facções que expandiram suas rotas para o interior. Ainda assim, especialistas alertam que o vácuo deixado por esses chefes pode levar a novos confrontos, mantendo a tensão na Região dos Lagos.














