A Polícia Civil RJ em operação contra pirataria digital participa, nesta quinta-feira (27), de mais uma fase da iniciativa nacional “Operação 404.8”, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ação ocorre simultaneamente em 14 estados e cumpre mandados de busca e apreensão na capital, Baixada Fluminense e interior do Rio, como parte do combate à distribuição ilegal de conteúdo audiovisual na internet.
Segundo os agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), os alvos são investigados por disponibilizar material pirata em sites e plataformas digitais, o que causa prejuízos significativos à economia, às empresas do setor e à indústria criativa. Além do impacto financeiro, a atividade afeta diretamente direitos autorais de produtores, artistas e desenvolvedores.
A operação conta com apoio operacional da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). De acordo com a especializada, o modelo criminoso identificado comercializava planos mensais entre R$ 600 e R$ 750, direcionados a revendedores e operadores de painéis clandestinos. Estimativas apontam que a rede poderia atender mais de 100 servidores irregulares, movimentando cerca de R$ 60 mil por mês e superando R$ 700 mil ao ano.
A “Operação 404” ganhou esse nome em referência ao código de erro “Página Não Encontrada”, simbolizando o bloqueio de serviços piratas. Em sua oitava fase, além das Polícias Civis e Ministérios Públicos brasileiros, a ação também tem colaboração de órgãos de proteção à propriedade intelectual de países como Argentina, Equador, Paraguai, Peru, Estados Unidos e Reino Unido.
O objetivo central da operação é enfraquecer estruturas ilegais que lucram sobre a distribuição não autorizada de conteúdo digital, retirando do ar sites e serviços clandestinos e responsabilizando os envolvidos.














