Polícia Civil prende falso pastor suspeito de enganar idosas

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu um homem suspeito de se passar por pastor para aplicar golpes financeiros contra idosas na Região dos Lagos. As vítimas procuravam conforto espiritual e acabavam tendo prejuízos expressivos.

Esquema de manipulação e estelionato na Região dos Lagos

Segundo a corporação, as investigações apontam que o suspeito usava a aparência religiosa para ganhar a confiança das vítimas dentro e fora de templos comunitários. Ele se apresentava como conselheiro e guia de orações em bairros conhecidos pelo fluxo intenso de famílias da região costeira fluminense.

A tática consistia em identificar mulheres que moravam sozinhas ou enfrentavam momentos difíceis de saúde na família. Depois de estabelecer um laço de amizade, o homem convencia as aposentadas a entregar cartões bancários, autorizar empréstimos ou repassar economias guardadas em casa sob a promessa de intercessão e auxílio material.

Diversos agentes mobilizaram diligências para localizar o suspeito, cujo mandado de prisão preventiva foi cumprido com apoio das equipes distritais. Conforme informou a polícia, ele foi encaminhado para a unidade policial da área e depois transferido para o sistema prisional, ficando à disposição do Ministério Público e do Poder Judiciário.

O que já se sabe sobre as investigações

De acordo com os policiais envolvidos no caso, o homem mantinha uma rotina itinerante entre municípios da Região dos Lagos para evitar suspeitas imediatas de vizinhos e parentes das vítimas. Ele não possuía registro oficial em nenhuma congregação formal reconhecida no estado do Rio de Janeiro.

Os depoimentos das vítimas relatam que ele pedia quantias em dinheiro para supostas caridades ou alegava que os valores seriam benzidos para afastar problemas financeiros da família. O caso foi registrado como estelionato majorado, agravado pela condição de vulnerabilidade e pela faixa etária das aposentadas, conforme prevê o Estatuto da Pessoa Idosa.

Outros possíveis cúmplices ou contas bancárias usadas para receber repasses via internet estão sob análise da perícia técnica. O valor exato do rombo financeiro acumulado ainda está sendo contabilizado pela delegacia responsável, que aguarda novas notificações nos próximos dias.

Como denunciar casos parecidos

Para quem suspeita de movimentações parecidas ou sabe de pessoas que abordam aposentados com pedidos constantes de recursos, a orientação é avisar as autoridades sem necessidade de identificação. O Disque Denúncia do Rio atende de forma anônima e gratuita pelo telefone (21) 2253-1177, funcionando vinte e quatro horas por dia, todos os dias da semana.

Também é possível registrar a informação pelo aplicativo Disque Denúncia RJ ou procurar o batalhão da Polícia Militar mais próximo discando 190 se houver flagrante no local. Guardar comprovantes bancários, impressões de tela de aplicativos de mensagens e nomes completos informados pelo suspeito ajuda a corporação a avançar no inquérito.

O que fazer se você ou seu familiar foi vítima

As vítimas ou familiares responsáveis devem comparecer pessoalmente à delegacia de Polícia Civil mais próxima do município de residência para prestar depoimento formal. É fundamental levar documentos pessoais originais com foto, comprovante de residência e extratos bancários atualizados que mostrem saques ou transferências suspeitas.

Caso a idosa tenha dificuldade de locomoção ou quadro clínico delicado, o parente direto pode abrir o registro preliminar pela internet no portal da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (dedic.pcerj.rj.gov.br). O boletim de ocorrência serve para solicitar bloqueio emergencial nas agências bancárias e contestar transações indevidas.

Especialistas em direito do consumidor orientam procurar o Procon municipal e o banco emissor do benefício do INSS assim que o golpe for detectado. O contato rápido com a agência pode impedir que parcelas de empréstimos consignados sejam debitadas da aposentadoria enquanto o inquérito policial avança na Justiça.

Limpatech