Polícia Civil investiga médico denunciado por racismo em São Gonçalo

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A Polícia Civil investiga médico denunciado por racismo em São Gonçalo após o registro de um boletim de ocorrência por injúria racial. A apuração está a cargo da Delegacia de Crimes Raciais e Intolerância Religiosa, que ouviu a auxiliar de creche Symone Cordeiro, de 57 anos, na tarde desta terça-feira (13).

Segundo o relato da vítima, as ofensas teriam ocorrido durante atendimento na Unidade de Saúde da Família Jardim Catarina, na Região Metropolitana. Ao deixar a delegacia, Symone descreveu o impacto do episódio. “Entrar numa delegacia foi difícil, mas estou aliviada por ter feito o que precisava ser feito. Sinto que cumpri meu dever. Assim como aconteceu comigo, outras pessoas já haviam falado sobre o comportamento arrogante dele. Além da arrogância, houve o racismo, o que me deixou constrangida. Fiquei tentando entender o motivo de isso ter acontecido comigo”, afirmou.

O caso ganhou repercussão após a auxiliar de creche relatar que o médico teria gritado para que ela abrisse a porta do consultório, o que a surpreendeu, já que pacientes anteriores haviam sido atendidos com a porta fechada. Em seguida, ao comentar que estava de férias e pretendia realizar exames, ela teria ouvido a resposta: “Só porque está de férias não penteia o cabelo?”.

Após a denúncia, o profissional foi desligado da rede municipal. Em nota, a prefeitura informou que não compactua com práticas racistas e confirmou a demissão, acrescentando que outro médico passou a atender na unidade.

A investigação segue para apurar as circunstâncias do atendimento e eventuais responsabilidades. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que diligências estão em andamento e que novas oitivas poderão ser realizadas ao longo do procedimento.

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