Polícia Civil fecha depósito de farinha ligado ao tráfico na Baixada Fluminense

depósito de farinha ligado ao tráfico

Um depósito de farinha ligado ao tráfico foi fechado pela Polícia Civil nesta terça-feira (31), em Japeri, na Baixada Fluminense, em meio a investigações sobre um esquema de controle ilegal da distribuição do produto na região.

De acordo com as autoridades, o local estaria associado ao traficante Leandro Santos Sabino, conhecido como Flamengo, e funcionava como ponto de abastecimento para áreas sob influência do Terceiro Comando Puro (TCP).

As investigações apontam que comerciantes de cidades como Belford Roxo e Duque de Caxias vinham sendo obrigados a adquirir farinha de uma marca específica determinada pelo grupo criminoso.

A imposição ocorria mesmo com a existência de fornecedores legalizados no mercado. Segundo a polícia, a marca mencionada não é alvo de investigação por envolvimento com o esquema.

O inquérito é conduzido pela 60ª DP (Campos Elíseos) e pela 66ª DP (Piabetá), que apuram como o tráfico teria assumido o controle da distribuição do insumo na Baixada.

A prática, além de restringir a livre concorrência, teria causado impacto direto no preço final de produtos consumidos pela população.

Enquanto no mercado atacadista o saco de farinha custa entre R$ 60 e R$ 70, o produto comercializado sob controle criminoso chegava a ser vendido por cerca de R$ 100, segundo apuração.

Com isso, comerciantes relataram aumento nos custos de produção, o que refletiu no valor de itens básicos, como o pão francês.

Em regiões como Parque São José e Parque Suécia, na divisa entre Belford Roxo e Duque de Caxias, o preço da unidade do pão subiu de R$ 0,50 para R$ 0,80.

A Prefeitura de Belford Roxo informou que encaminhou o caso ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que poderá acompanhar as investigações.

A operação evidencia a atuação de organizações criminosas além do tráfico de drogas, expandindo sua influência para setores econômicos essenciais.

E o avanço desse tipo de prática levanta um alerta sobre até onde esse controle pode chegar no dia a dia da população.

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