A mãe de menina torturada por padrasto na Zona Oeste do Rio é considerada foragida. Amanda da Silva Corrêa Procópio teve a prisão decretada pela Justiça após indícios de que se omitiu diante das agressões cometidas contra a filha de 4 anos. A criança segue internada em estado grave, com o intestino perfurado, no Hospital da UFRJ.
Policiais da 37ª DP (Ilha do Governador) realizam buscas em diversos endereços na tentativa de localizar Amanda. Na manhã desta quarta-feira (19), os agentes estiveram em Queimados, na casa do pai da foragida, além de outros pontos em Japeri, na Baixada Fluminense, mas ela não foi encontrada.
O padrasto, Israel Lima Gomes, está preso desde o dia 16 de maio. De acordo com as investigações, ele submetia a menina a sessões de tortura, com requintes de crueldade. A criança sofreu ferimentos internos, incluindo perfuração no intestino, e chegou a ingerir as próprias fezes.
A decisão que determinou a prisão de Amanda destaca que ela teria se omitido, mesmo sabendo das agressões. A juíza Marcia Santos Capanema de Souza determinou a prisão temporária por 30 dias, ressaltando a necessidade de proteger a integridade da vítima e o risco que Amanda representa.
“Estamos em diligência para localizar e prender Amanda Procópio, que fugiu assim que soube do mandado expedido contra ela. A prisão é fundamental para esclarecer se ela apenas se omitiu ou se também participou ativamente das agressões”, afirmou o delegado Felipe Santoro, titular da 37ª DP.
O delegado também destacou que “a omissão da genitora já está bem evidenciada, especialmente pelo fato de que, mesmo sabendo que a filha levou uma joelhada, ela optou por não procurar atendimento médico para evitar que o crime fosse descoberto”.
As investigações seguem em andamento, e Amanda responderá, no mínimo, por omissão dolosa diante das agressões. Israel Gomes continua preso temporariamente, e o estado de saúde da criança segue considerado grave.














