Polícia busca prender médico investigado por morte de paciente em clínica de São Gonçalo

Armando Marins

A Polícia Civil realiza, nesta sexta-feira (22), uma operação para capturar o médico investigado por morte de paciente, Armando Marins, e o administrador da clínica, Alexandre Suares Madureira. Ambos são considerados foragidos depois de descumprirem medidas restritivas impostas pela Justiça, que proibiam a aproximação da clínica e contato com funcionários ou ex-funcionários.

De acordo com a redação do jornal O Dia, os dois são investigados pela morte de Priscilla dos Santos Nascimento, de 42 anos, que morreu em março deste ano, após passar por um procedimento estético para tratar varizes em uma clínica localizada no bairro Alcântara, em São Gonçalo.

Segundo a Polícia Civil, agentes da 78ª DP (Fonseca) constataram nesta semana que o estabelecimento, que deveria estar fechado, havia sido reaberto ilegalmente. Durante a vistoria, foram encontradas novas irregularidades, incluindo medicamentos vencidos. Por isso, a clínica foi novamente interditada nesta sexta-feira.

A Justiça do Rio expediu mandados de prisão contra o médico investigado por morte de paciente e seu administrador, após o flagrante descumprimento das medidas cautelares. Ambos seguem foragidos até o momento.

Relembre o caso

As investigações começaram após a morte de Priscilla, que sofreu uma infecção generalizada pouco tempo depois de realizar o procedimento estético na clínica. De acordo com os laudos preliminares, há fortes indícios de que o procedimento foi realizado com medicamentos vencidos e possivelmente adulterados.

No dia 16 de maio, durante a primeira operação contra os investigados, a Polícia encontrou grande quantidade de remédios fora da validade. Na ocasião, Armando Marins e Alexandre foram autuados em flagrante por crimes contra as relações de consumo, e a clínica foi interditada.

Mesmo com a interdição, os agentes descobriram que o espaço havia voltado a funcionar, o que motivou a expedição dos mandados de prisão. A reabertura ilegal, somada às novas irregularidades, agravou ainda mais a situação jurídica dos dois.

O episódio ganhou repercussão após imagens mostrarem Armando Marins deixando a 78ª DP (Fonseca) mandando beijos para manifestantes que o chamavam de “assassino” na porta da delegacia.

As investigações continuam, e a Polícia reforça que qualquer informação sobre o paradeiro dos foragidos pode ser repassada de forma anônima para o Disque Denúncia.

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