A Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal apreenderam, nesta sexta-feira (15), uma carga de cocaína avaliada em mais de R$ 3 milhões durante uma ação em Seropédica, na Baixada Fluminense. Segundo os investigadores, o material seria entregue ao Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio.
Ao todo, foram encontrados 50 quilos da droga em um veículo interceptado pelos agentes. Dois homens foram presos em flagrante durante a operação, que teve participação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense e da PRF.
De acordo com a Polícia Civil, o carregamento saiu de São Paulo e fazia parte de uma rota interestadual usada para abastecer áreas dominadas pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A investigação aponta que a organização criminosa paulista teria envolvimento no envio de cocaína, maconha e haxixe para comunidades controladas pelo tráfico na capital fluminense.
A ação foi montada após troca de informações de inteligência entre as equipes policiais. Com os dados levantados, os agentes conseguiram identificar o veículo suspeito e organizaram um cerco tático em Seropédica para impedir que a droga chegasse ao destino final.
Durante a abordagem, os policiais localizaram os 50 quilos de cocaína escondidos no automóvel. Além do entorpecente, celulares também foram apreendidos e serão encaminhados para perícia. O objetivo é buscar informações que possam ajudar a mapear a rede de contatos e a logística usada pelo grupo criminoso.
Os dois presos são moradores de São Paulo e vão responder por tráfico interestadual de drogas. Eles foram levados para a delegacia, onde o caso foi registrado.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa. Os agentes também tentam esclarecer como funcionava a estrutura usada para transportar e distribuir os entorpecentes entre São Paulo e o Rio de Janeiro.
As autoridades ainda apuram se a mesma quadrilha abastecia outras comunidades dominadas pelo Comando Vermelho no estado. A apreensão reforça o monitoramento das forças de segurança sobre rotas usadas pelo tráfico para levar drogas à Região Metropolitana do Rio.
O caso chama atenção pelo valor da carga e pela suspeita de conexão entre grupos criminosos de diferentes estados, em uma movimentação que segue sob investigação policial.














