A Polícia Militar realiza, nesta sexta-feira (13), uma grande operação em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, para tentar capturar os assassinos de policial militar Uillian de Oliveira, de 44 anos, morto a tiros em Guapimirim. O crime chocou a Baixada Fluminense e foi registrado por câmeras de segurança.
Segundo informações da corporação, os criminosos envolvidos no homicídio teriam fugido para a localidade da Reta Velha, em Itaboraí, na tentativa de escapar do cerco montado pelas forças de segurança. A PM afirma que os suspeitos fazem parte da facção Comando Vermelho, que atua em diversas regiões do estado, incluindo Magé, onde o policial trabalhava.
A operação está sendo conduzida por equipes do 35º BPM (Itaboraí) com apoio de outras unidades subordinadas ao 4º Comando de Policiamento de Área (4º CPA). Ao todo, cerca de 70 policiais participam da ação, que também tem como objetivo a remoção de barricadas instaladas por traficantes para dificultar o acesso da polícia à comunidade.
Até o momento, não há confirmação de prisões ou apreensões. Os agentes seguem mobilizados na região, fazendo varreduras em pontos estratégicos indicados pela inteligência da corporação.
O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (11), quando o cabo Uillian de Oliveira chegava em casa, na Vila Olímpia, em Guapimirim. Imagens de câmeras de segurança flagraram toda a execução. No vídeo, é possível ver o policial estacionando o carro em frente a sua residência. Em seguida, um veículo emparelha ao lado do dele e um dos criminosos dispara várias vezes ainda de dentro do automóvel.
Na sequência, outro homem desce do carro e também atira. Pouco depois, um segundo veículo se aproxima, e um terceiro atirador realiza novos disparos. O criminoso ainda se aproxima do corpo de Uillian e atira novamente, sem dar chance de reação. A ação durou poucos segundos, mas foi extremamente violenta.
O policial estava na corporação havia 12 anos e, desde 2021, era lotado no 34º BPM (Magé). A investigação trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido uma retaliação de traficantes da facção que domina partes de Magé, onde o militar atuava diretamente no combate ao tráfico de drogas. Um episódio recente pode ter influenciado: no dia 30 de maio, o batalhão em que Uillian trabalhava realizou uma grande apreensão de entorpecentes justamente na Vila Olímpia, bairro onde ele residia.
O assassinato causou comoção entre colegas e moradores da região. “Descanse em paz, guerreiro! Seu legado jamais será esquecido”, publicou o 34º BPM em nota de pesar. Uillian deixa esposa e uma filha menor de idade. O corpo do cabo foi sepultado nesta quinta-feira (12), no Cemitério Nossa Senhora da Piedade, em Magé.
A Polícia Civil também acompanha o caso, com a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) responsável pela investigação. Os agentes já analisam as imagens captadas por câmeras de segurança e tentam identificar os responsáveis pelo crime, bem como seus possíveis vínculos com o tráfico local.
A PM reforçou que ações como essa fazem parte de uma estratégia de resposta rápida a crimes contra agentes de segurança. Moradores da região podem contribuir com informações de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia (2253-1177), que podem ser fundamentais para a identificação e prisão dos envolvidos.














