Três homens foram presos por policiais militares do 20º BPM em duas ações distintas contra o tráfico de drogas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na tarde desta quarta-feira. Os agentes apreenderam uma granada, rádios transmissores e entorpecentes.
As operações aconteceram nos bairros K11 e Jardim Paraíso, locais que vinham sendo monitorados pelo setor de inteligência e pelo patrulhamento de rotina da corporação. O objetivo principal das investidas foi conter o avanço de grupos criminosos e devolver a tranquilidade aos moradores da região.
Ações da PM no morro da Caixa D’Água e na comunidade Sem Terra
A primeira abordagem ocorreu na comunidade do morro da Caixa D’Água, localizada no bairro K11. Durante um patrulhamento em um ponto conhecido pelo comércio ilegal de entorpecentes, as equipes da Polícia Militar avistaram homens em atitude suspeita. Ao perceber a presença da viatura, um dos indivíduos tentou fugir em direção a uma área de mata fechada, mas acabou cercado e capturado.
O suspeito, conhecido pelo apelido de ‘Baiano’, carregava um rádio transmissor ligado na frequência dos traficantes, um carregador do aparelho e um telefone celular. Segundo os policiais que participaram da ação, o aparelho continha diversas mensagens, áudios e anotações sobre a contabilidade do tráfico local. O homem admitiu aos agentes que atuava como ‘atividade’ e ‘vapor’ na comunidade.
A segunda investida do 20º BPM (Mesquita) aconteceu nas imediações da comunidade Sem Terra/Conquista, que fica no bairro Jardim Paraíso. A equipe fazia o vasculhamento de uma área crítica para garantir o direito de ir e vir dos moradores quando localizou dois homens em atitude suspeita. Com eles, a polícia encontrou um arsenal de drogas e um item de alta periculosidade.
Na revista pessoal e no perímetro próximo, os agentes apreenderam uma granada defensiva, outro rádio transmissor, 80 pinos de cocaína, 55 pedras de crack e 28 cigarros de maconha. Os dois homens foram detidos no local e não ofereceram resistência armada durante o cerco policial.
Como fica a região de Nova Iguaçu após as prisões
Após as prisões no K11 e em Jardim Paraíso, o policiamento ostensivo foi reforçado pelos batalhões da área para evitar retaliações do crime organizado. Os moradores que precisam sair cedo para trabalhar ou levar os filhos na escola devem encontrar rotas normais, sem interrupção no transporte público.
As linhas de ônibus que cortam os bairros atingidos pelas operações mantêm a circulação regular. Escolas municipais e estaduais da Baixada Fluminense na região funcionam dentro do horário habitual, segundo as diretrizes de segurança acompanhadas pelas autoridades locais.
Quem responde por isso e para onde foram os presos
O homem preso no morro da Caixa D’Água foi levado para a 52ª DP (Nova Iguaçu), onde a ocorrência foi registrada. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de associação para o tráfico de drogas e permaneceu custodiado no xadrez da unidade policial, aguardando transferência para o sistema prisional.
Já a ocorrência da comunidade Sem Terra, envolvendo os dois suspeitos e a granada, foi apresentada na 56ª DP (Comendador Soares). O material ilícito foi periciado e formalizado no auto de apreensão. Os dois envolvidos também continuam presos à disposição do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.
Como denunciar atividades criminosas na Baixada
A participação da população é fundamental para ajudar as forças de segurança no combate ao crime organizado em Nova Iguaçu e municípios vizinhos. Se você presencia movimentações suspeitas ou venda de drogas no seu bairro, pode fazer uma denúncia totalmente anônima.
- Disque Denúncia do Rio: Telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia.
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ, disponível para celulares.
- Atendimento de Emergência: Ligue 190 da Polícia Militar em situações de flagrante ou perigo imediato.
O que fazer se você for vítima ou testemunhar um crime
Caso precise registrar uma ocorrência de roubo, furto ou qualquer outro delito na região de Nova Iguaçu, o morador pode procurar a delegacia do seu bairro portando documento de identidade e CPF. O registro ajuda a polícia a mapear as manchas criminais e direcionar o patrulhamento.
Para crimes sem violência física, como perda de documentos ou furtos simples, o cidadão pode utilizar a Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. O Boletim de Ocorrência é gerado pela internet com a mesma validade jurídica do documento presencial.














